Me deixa ser assim…

Cristiane Cardoso e Ester BezerraRecentemente ouvi de alguém que eu amedronto algumas pessoas, que elas preferem me evitar, e se sentem melhor com ela. Ela não quis dar nomes e eu na verdade nem perguntei, fiquei na minha e levei o assunto para dentro de mim…

Como assim?

No universo que vivo diariamente, tudo que faço e penso é focado na mulher. Sou uma pessoa perceptiva e vejo coisas que muita gente não vê, não porque quero achar pêlo em ovo mas porque para fazer o que tenho prazer de fazer, preciso entender o porque das coisas.

O porque da mulher ter tanto problema de baixa autoestima, o porque dela tão facilmente se isolar das outras, o porque dela não aceitar certos princípios que fariam de sua vida tão mais agradável. E nessa de perguntar, reparar, e focar – sem querer – me tornei uma mulher bem mais racional.

Nisso me diferencio de muitas mulheres, não porque quero ser melhor que elas, mas porque não me envolvo com as minhas emoções mais. Sou indiferente as coisas que a um bom tempo atrás, eram muito importantes para mim como O que pensam de mim? Será que estou agradando? Porque ela não fala comigo? Porque ela gosta mais da outra do que de mim? O que tem de errado comigo? Do jeito que ela me olha, será que ela não gosta de mim?

E nessa minha indiferença a essas questões, me tornei insensível.

Quando lido com um assunto, vou direto ao ponto. Quando há um problema, procuro ser prática a respeito. E por eu ser focada nos objetivos, que para mim são mais importantes do que probleminhas de disse me disse, não ligo tanto para detalhes que facilmente são mal interpretados por mulheres que são mais sensíveis a essas coisas.

Sou contra elas? De jeito nenhum! Pelo contrário, vivo e respiro pensando em como ajuda-las a não ser reféns de suas emoções. Mas esse é o preço que tenho que pagar – para poder ajuda-las não posso ser como elas, não posso ser sensível nem me perder num mundo que demorei tanto para sair…

Querida amiga, me desculpe se as vezes quando escrevo ou falo, sou mais “bruta” do que você esperava eu ser, mas é assim que consigo fazer o que faço por você. Me desculpa se a impressão que passo é que não tenho tempo para você, mas para que tudo isso que você desfruta do meu trabalho acontecer, não tenho como mudar isso. Me desculpa se você se sente confrontada por mim quando lhe digo a verdade crua e nua, mas não quero lhe ferir e sim lhe despertar, e para isso, só sei desse jeito. Me desculpa se você tem medo de falar comigo, não é minha intenção em ataca-la, mas se tiver que falar algo, falarei e se isso doer, que doa agora para nunca mais doer. Me desculpa se eu não medo esforços em reportar um erro que pode prejudicar você e outras pessoas – minha consciência não me deixa fingir não ver algo que possa prejudicar a muito mais pessoas.

Eu normalmente não lhe peço nada, mas hoje quero lhe pedir uma coisa: que me deixe continuar assim, pois é assim que consigo fazer e me realizar no que faço hoje.

Na fé.

PS. Ontem a noite, tivemos o prazer de receber no Templo de Salomão alguns atores das novelas “Os Dez Mandamentos” e “Terra Prometida”. Fotos a seguir 🙂

 

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