Minha Oração

minha_oracaoE através da minha intimidade com Deus, fui descobrindo os meus direitos. E assim fui exigindo resposta de Deus naquilo que eu tinha por direito, prometido pela Sua Palavra.

Queria “porque queria” que o meu pai investisse ensinando ao Júlio. E o meu pai mal tinha tempo com o Júlio. Pois o Júlio chegava de madrugada e saia de manhã. Não aceitava, no fundo, porque eu estava “de olho” na benção que o meu pai tinha para nos dar.

Eu comecei a orar a Deus: “Olha Deus, presta atenção. Eu vivo a 1 hora e meia de distância da igreja. Estou na casa dos meus pais, se estou aqui eu quero a bênção que o meu pai tem para dar ao Júlio. Mas pelo jeito, não estou tendo nenhuma bênção. O meu pai não ensina o Júlio! Então, se é assim, tira-nos daqui. Já que não presto para receber a bênção, então também não aceito viver na casa deles para apenas usufruir das regalias.”

E que regalias tinha eu?
Eu tinha a regalia de ter uma empregada que cozinhava e fazia “faxina” em toda a casa, pois ela trabalhava para a minha mãe. Vivia essa regalia porque não era uma imposição limpar toda a casa, passar roupa, pois quando eu não fazia, ela iria fazer. Não tinha gastos com as contas da casa.

“Eu não quero isso! Eu não estou buscando prazeres pessoais.” Havia uma praia bem próximo de casa, mas mesmo assim nunca havia posto os meus pés naquela areia, nem uma vez sequer! Desde o dia em que fui batizada com o Espírito Santo, não tinha a minha mente nas coisas pessoais. “O Senhor sabe! Eu quero a Sua bênção.”

“Se nós não vamos aprender nada na casa dos meus pais, então mande-me para fora, pois sei que vou viver uma vida sacrificada. Vou ter que cozinhar, lavar, passar e fazer tudo o mais, mas sei que vou ganhar, porque estarei em sacrifício.”

Os meus pais nunca souberam da minha insatisfação; nunca falei. Tudo o que eles conhecem é do que normalmente foi visível. Era algo entre mim e Deus. Nem o Júlio sabia desta minha oração e clamor. A questão não era não ficar perto dos meus pais, mas era a bênção que buscava com “unhas e dentes”.

Esse era o meu objetivo na época. Chorava por ele. Cheguei até a “invejar” as esposas que viviam em cima do antigo cinema Million Dollar. E incrível, aquele local era cheio de ratos. Não estava nem aí pelo lugar humilde, eu queria estar próxima daquilo que me poderia ensinar.

Não posso dizer que os meus pais não me ensinavam, mas faltava ver esse momento em que o meu pai instruísse o Júlio, quanto ao que ele deveria fazer, como um pai ensina o filho. Se teve esse momento? Sim, teve, nas reuniões de pastores. Mas não quando os dois estavam juntos em casa. E era isso que eu buscava incessantemente.

O meu pai também, por sua vez, estava com a cabeça em desenvolver a Obra de Deus. Tanta responsabilidade…

Desde os dias em que me dei conta de ser “gente”, vejo o meu pai incessantemente a investir tempo na Obra de Deus. Quer na igreja, quer nas mensagens amigas da programação de rádio, quer na Tv, e, incansavelmente, nas suas escritas.

Lindo, acompanhei esse processo incessante dele. O seu pensamento era e é a Obra de Deus. É claro que eu como filha, não via só a Obra, mas via o meu objetivo de receber a benção de “Abraão”. E a benção não estava em uma posição, e sim no “ser” para Deus. E como seria, se não soubesse? Queria a orientação para aproveitar o máximo de tempo para aprender a “ser” e a executar.

Mas isso não poderia estar do lado de fora! O facto de ver o meu pai a ser usado poderosamente por Deus para salvar almas, não podia ser limitado à minha fé. Ela tinha que chegar a mim. Não queria apenas servir a Deus com o que eu poderia dedicar, mas queria algo muito além do que eu sabia explicar. Algo que me fizesse ser uma “fonte” a jorrar água viva.

O Júlio sempre foi um pastor, desde o início da Obra, cheio de temor. As suas reuniões tinham espírito. Mas queria algo além para ele, e para mim, com certeza.

Essa oração realmente funcionou. Ficámos um tempinho na California e logo fomos enviados para o Texas.

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2 comentários

Mafalda Silva Responder 20 Outubro, 2015 às 22:32

Boa noite D. Vivivne,

Obrigado pelo post da senhora, pois me ajudou bastante!
Tem momentos que Deus só espera de cada uma de nós uma reacao, para poder agir, pois dessa maneira estamos a mostrar para Ele que estamos insatisfeitos com aquela situacao, e que queremos que Ele nos use cada vez mais!
“Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”

Com os melhores cumprimentos,
Mafalda Silva

Eduarda Pedreira - PENICHE Responder 20 Outubro, 2015 às 23:34

Na minha oração eu peço sempre : Senhor , me usa cada vez mais,Não me contento em apenas alcançar uma bênção , eu quero e preciso ser a própria bênção .