Por isso não me calo

Olá a todos os internautas. É um prazer estar aqui convosco. Todas as sextas-feiras temos um áudio exclusivo sobre um tema. E antes do Jejum, estávamos a falar sobre o amor. Um amor que não tem nada a ver com a emoção, com sentimento, “coitadinho” ou “peninha”, mas um amor que tem atitude, tem ação!

Hoje vamos acompanhar a leitura no Livro de Isaías, capítulo 62, versículo 1:

“Por amor de Sião, me não calarei e, por amor de Jerusalém, não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa.”

Isaías 62:1

É verdade! Você já reparou que quando estamos entre mulheres, muitas ficam “sem jeito” para dizer algumas verdades? Já percebeu isso? Fica aquela “lábia”, de agrado: “Você é tão bacana, tão gentil; eu amo ficar consigo… blá, blá, blá.” Muitas vezes até é sincera; desfruta realmente da companhia daquela pessoa, mas sempre fala acerca do que é bom! Quando tem que dizer a verdade, exortar, repreender e dizer umas “boas verdades”, tem receio. E sabe porque é que isto acontece entre as mulheres? E digo entre as mulheres, porque não conheço os homens… além, é claro, do meu marido, do meu pai e do meu filho, e disto eu sei: Eles dizem logo a verdade; não têm “blá, blá, blá…” mas falam para resolver! Mas quanto às mulheres (tirando as que conheço da minha família) mesmo as que conheci que estiveram ao meu lado, sempre tiveram cuidado para falar, porque na realidade estas pessoas também se sentem feridas quando ouvem a verdade. E quando isto acontece, agem da mesma forma com as demais! Então têm este cuidado, falam das coisas boas, elogiam, etc.

Eu tenho aqui uma amiga que era assim… o nome dela é Luísa.

Viviane – “Não é Luísa?!”
Luísa – “É verdade D. Viviane, eu posso falar por mim! Eu era essa pessoa muito ‘agradável’, que gostava muito de agradar aos outros. E para dizer a verdade à pessoa, quando eu via algo de errado, custava-me muito. Aliás, eu nem sequer conseguia dizer a verdade! Eu rodeava, com ‘paninhos quentes’ e de forma muito superficial, eu tentava ajudá-la. Mas não estava a fazê-lo…”.
Viviane – “Incrível, que você também passava esta insegurança… Como tinha este receio, passava a insegurança, revelando que você não era original. Por outro lado, quando eu encontrei a Luísa, eu já estava bem resolvida, e se você acompanhar no Blog, no Diário, embora ainda esteja na Califórnia e nem tenha chegado à Europa, você vai descobrir mais a meu respeito. E eu vou contar com detalhes…
Mas quando eu conheci a Luísa, eu pedi-lhe para ser a minha Produtora no ‘Programa Coisas de Mulher’, e eu precisava dela, de forma a que me dissesse a verdade, mas a Luísa, com muito ‘respeito’ e cautela…”
Luísa – “Com receio daquilo que a senhora pudesse pensar de mim; de causar problemas…”
Viviane – “Afinal, o meu marido estava ‘responsável’ pelo seu marido, então você não queria prejudicar a situação…
Então, eu sabia que você não estava a ser original, até que um dia eu fiquei muito zangada consigo. Porque sempre lhe dizia para me falar a verdade, e quando eu lhe perguntava, tentava dar um jeitinho… Até que um dia, o que fiz? Você deve lembrar-se muito bem, não é Luísa?”
Luísa – “Eu não posso esquecer-me desse dia, porque quando olhou para mim com os olhos bem abertos – porque se vocês não conhecem a D. Viviane, de perto, fiquem a saber que ela tem os olhos bem grandes – e ela olhou para mim com os olhos bem abertos, e disse: ‘Luísa, presta atenção naquilo que te vou dizer: Você está aqui para me ajudar, para me dizer a verdade, minha filha. E se não me disser a verdade, vai ser removida e outra virá para o seu lugar, e me dirá a verdade. Então, pára de ser assim!’
A senhora disse-me bem sério…”
Viviane – “Eu falei até com um tom um pouco mais alto, porque eu estava com muita raiva disso…”
Luísa – “E porquê? Porque a situação em que a senhora estava, no momento, e eu com a produção do programa, exigia de mim essa segurança; exigia que eu fosse verdadeira… estava em causa um trabalho.”
Viviane – “E para mim não era uma ofensa, Luísa, você dizer-me a verdade. Eu queria essa verdade, porque estava resolvida com Deus. E quando somos resolvidas com Deus, a verdade não nos ofende. Quando ouvimos verdades, agradecemos, pois nos encaixamos, nos moldamos ao que tem que ser…”
Luísa – “Mas a senhora disse uma coisa muito importante no início, quando referiu que apenas dizemos a verdade à pessoa, quando nós aceitamos a verdade a nosso respeito! E o meu problema era que quando eu ouvia a verdade a meu respeito ou era chamada à atenção, eu sentia-me ferida. Feria-me, doía-me, eu não gostava de ouvir falar nos meus erros.”
Viviane – “Inclusive, eu confrontava-a direto!”
Luísa – “Confrontava! Porque eu não aceitava a verdade a meu respeito… Doía-me muito ouvir falar nos meus erros.”
Viviane – “Veja que coisa linda o amor de Deus! O amor d’Ele não é esse ‘lero, lero’ que as pessoas pronunciam numa canção, dizendo: ‘Ah esse Deus maravilhoso…’ e cantam a Seu respeito, mas não são verdadeiras e nem radicais com o pecado.
Não é radical com aquilo que a prejudica, a si, e às outras pessoas.”

Está escrito:

“Por amor de Sião, me não calarei…”
Quer dizer que é obrigação da pessoa que é de Deus, não se calar. Porquê? Porque ela sabe que alguma coisa está errada e por isso não a pode isentar dessa verdade. Jesus é a Luz! E o que faz a luz? Ilumina! E as pessoas não querem ouvir a verdade.
O amor de Deus é a verdade que ilumina!

“Por amor de Sião, me não calarei e, por amor de Jerusalém, não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa.”

Sião representa a Igreja. E Jerusalém eu creio que representa a parte daqueles que trabalham na Obra de Deus, pois esta é a capital; a parte mais importante da cidade. E os que estão em Jerusalém, são aqueles que fazem a Obra de Deus, quer sejam obreiros, no Altar ou no Átrio.

“…não me aquietarei…”
Quando estou envolvida com a Obra de Deus, aí é que não me posso aquietar! Eu não posso ver um erro na Luísa e ficar quieta. E ser cúmplice do seu erro. Porque se eu não falo, cometo o mesmo erro que ela está a cometer.

Luísa: “E pior! Vai-me prejudicar, vendo que estou a caminho da perdição, e não me ajuda,”

Em outras palavras, Luísa: Você não é original para Deus, e muito menos eu! Eu passo “panos quentes” na nossa amizade; para que haja um bom clima, eu não priorizo a Deus, mas aquilo que vou encarar no dia a dia. Onde está Deus nisto?!

“…até que saia a sua justiça…”
O que é justiça? A justiça é correção! Enquanto não sair a correção, a verdade, o que é justo, não vou sossegar. Sobretudo aqueles que estão a fazer a Obra no Átrio e no Altar.

“…como um resplendor…”
Esta justiça e correção, tem que vir em forma de verdade, como uma “luz” que passa a fazê-la enxergar! Quando eu não me calo e me aquieto, é porque esta verdade está dentro de mim.

“…e a sua salvação, como uma tocha acesa.”
Veja que este é o amor verdadeiro! Tem a ver com o que é justo e o que a salva.
Aquilo que não a salva e não lhe permite ficar isenta do perigo em relação à sua alma; aquilo que não a faz cortar o “mal pela raiz”; os “paninhos quentes”, ficar de “conversa fiada”, rodeios… Eu não sou essa pessoa de ficar de “conversa fiada”, não sou! Não tenho “lábia”, do tipo: “Oi querida, como você está? Você está uma gracinha…”. Eu não sou este tipo de pessoa. E porquê? Porque não me uso disto para agradar a outra pessoa. Eu sou original, e às vezes as pessoas até esperam mais de mim, pois eu não estou ali para agradar. Eu quero ser original, verdadeira. Então, a primeira oportunidade que vejo, não quero deixar “dívida”. Pois enquanto eu me calo e me “aquieto” tenho “dívida”, e não posso tê-la, com Deus e nem com ninguém! Inclusive, para fazer um programa e até estar aqui a falar com vocês, acham que eu digo uma verdade e por detrás faço outra coisa? Não! Eu tenho que resolver tudo o que há a resolver, antes de fazer qualquer coisa para Deus. Porque eu sei que para apresentar a Deus algo, tem que ser aceitável!

Penso que já falei muito… mas fique sabendo que o amor não se cala e nem se aquieta, e este faz sair a justiça como resplendor, como uma luz que revela a verdade! E a sua salvação como tocha, que é o que a faz mover com a luz. Eu sou essa “tocha” quando eu vivo a verdade.

Minha amiga internauta, foi um prazer estar aqui convosco. Você que nos acompanha pela Rádio Positiva, faça um favor a si própria e deixe um comentário no Blog, participe. Não se cale! Já que você diz que me ama e me considera, então participe e diga o que está a acontecer consigo. Como se enxerga quando tem que dizer a verdade? Será que apresenta o amor verdadeiro que Deus tem para consigo? Será que aceita ouvir a verdade ou foge desta?

Participe porque será um grande prazer ler o seu comentário.

Um abraço e até para a semana.

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1 comentário

Augusta - Pontinha Responder 16 Outubro, 2015 às 11:21

Bom dia Dona Viviane e Dona Luísa.
Eu, até há um tempo atrás, até começar o Jejum de Daniel era assim.
Na parte de apontar os erros das outras pessoas eu era bem direta e bem fria. E estava nem aí se magoava as pessoas ou não. Era muito grossa mesmo.
Mas… quando apontavam os meus erros eu não suportava, “mordia-me” toda por dentro! Se fosse uma pessoa “sem título” eu respondia na hora e na defesa, se fosse uma pessoa “com título” eu até me controlava exteriormente mas interiormente… eu estava “doida” para sair dali e julgava a pessoa no meu pensamento enquanto ela me exortava. Saía da conversa orgulhosa e magoada.
Até que chegou o Jejum de Daniel e eu vi a minha oportunidade! Ou eu aproveitava ou eu poderia não ter mais oportunidades como esta. Ninguém sabe o dia de amanhã, não é mesmo… Então, neste Jejum eu acompanhei os seus áudios que falavam sobre o coração e fazia sempre o meu resumo referente ao áudio e levava esse resumo e ia dando sempre uma olhadela no dia a dia e meditava e pedia a Deus que me desse força e me mostrasse como eu poderia colocar os ensinamentos dos áudios em prática. Ao início até que foi difícil! Eu não sabia como mudar, não estava a sentir vontade nenhuma mas sabia que estava errada e se continuasse assim não iria mudar nada. Seria apenas uma ILUSÃO para mim mesma de que estava a fazer o Jejum! Então dei-me a conhecer a Deus. Falei tudo, tudinho! Apesar de me doer muito ao enxergar os meus erros e admitir que sim, que eu estava completamente errada e que precisava de ajuda, eu fui em frente. E há medida que o Jejum ia passando eu dei-me conta a fazer as coisas certas de uma forma natural já não era preciso eu “forçar” para eu ter um comportamento de Deus (se é que me estou a explicar bem).
E ouvindo este áudio eu lembrei-me até de uma ocasião que me aconteceu ontem quando estava a evangelizar antes de ir para a Terapia do Amor. Eu estava a evangelizar e um obreiro (jovem amigo) chegou ao pé de mim e começou a fazer-me ver uma coisa que eu não estava a fazer mal mas que poderia se aperfeiçoar para o meu bem e eu parei e ouvi-o atentamente e quando dei por mim, enquanto ele me “aperfeiçoava” eu estava a dizer em pensamento (Poxa Deus, tu és tão bom, tão lindo, obrigada por falares comigo através do teu servo) e no final agradeci ao obreiro e saí dali feliz da vida para colocar em prática o que Deus me tinha ensinado pela boca daquele obreiro.
Eu sei que nem sequer passou uma semana depois do termino do Jejum de Daniel mas eu já não sou a mesma pessoa e em relação ao áudio acima eu aceito e aproveito todas as críticas sejam elas boas ou más para me aperfeiçoar, para me moldar pois, agora, eu vejo as críticas como oportunidades de melhorar cada vez mais para servir e “ser mais para Deus”.
Obrigada por tudo e que Deus a inspire cada vez mais e mais para nos ensinar.