Quando você tenta esquecer do passado…

anos_0012-copyTodos nós temos um passado para contar. Momentos que nos trazem boas memórias, recordações que mantemos, pensamentos que nos alegram e nos fazem sentir bem. Entretanto também vivemos momentos que só nos trazem más memorias, recordações que não queremos nem lembrar, pensamentos que queremos tirar da nossa mente e que só nos fazem sentir mal.

O que é bom, positivo e nos faz sentir bem queremos mantê-lo para toda a vida porém o que é mau, negativo e nos fez sentir mal queremos apaga-lo. Dizer para nós mesmas que até mesmo algumas coisas não aconteceram.

Pensamos que ao fazer isso, o passado desaparece, podemos viver a nossa vida como se nada tivesse acontecido. Porém isso é uma grande mentira que contamos a nós mesmos – eu sou prova disso. E pode ser que o mesmo possa estar acontecendo com você.

Quando eu namorava o meu esposo Vitor, sempre me dei conta que ele era uma pessoa muito inteligente, que sempre teve muito boas notas, que era um bom aluno e tinha um conhecimento muito superior ao meu. Nesse momento eu não me apercebi da minha insegurança. Foi somente ao longo dos anos de casamento que isso se transformou num problema para mim.

Eu sempre aceitei que nunca tinha sido uma boa aluna na escola por causa dos problemas que tinha de saúde. Muitas vezes tinha que sair antes das aulas terminarem para ir ao médico receber o meu tratamento para a asma. Sempre passei de ano mas posso dizer que por um fio pois nunca me considerei uma pessoa inteligente e não conseguia memorizar o que aprendia. Depois do abuso que sofri aos 12 anos de idade foi pior ainda, foi como que a minha vida tivesse acabado e não tinha forças para nada. Viver era uma luta, pensar impossível e estudar não era o mais importante para mim.

Muitas vezes ouvia o meu esposo conversar com os seus amigos ou até comigo e as conversas eram sobre temas que ele lia ou tinha estudado e o que eu sempre pensava era: “ Que pessoa culta!” Comecei a me chamar de burrinha, a achar que não era igual às outras pessoas e sempre me diminuía. Quando conversava com o Vitor – ele muitas vezes puxava por mim para que eu lesse ou mudasse a minha maneira de pensar mas eu sempre resistia. Achava que ele estava errado.

Por mais que eu rejeitasse o meu passado, por não ter me resolvido, carregava inseguranças e baixa autoestima dentro de mim, que só vieram a se agravar com o abuso sofrido. Eu não tive culpa do que aconteceu, mas o meu erro foi ter demorado anos para enfrentar essa realidade – mudar a minha maneira de pensar, a forma como me via e reagia. Aceitava ser a coitada por causa de tudo o que aconteceu e pensava que não tinha como mudar isso. Eu era o que era.

Israel4_0004-copyReparei que por anos criei no Vitor uma imagem de mim de coitada. Foi através do Godllywood que isso mudou. Com os ensinamentos e desafios do Godllywood, aprendi a procurar ideias, ser criativa, ter confiança em mim mesma, ter coragem, a tomar a iniciativa e comecei a desenvolver…

Hoje não tenho mais aquela insegurança. O passado não mudou, o que mudou foi a minha maneira de lidar com ele. Aprendi a usar as más experiências como maneira de entender os outros que ainda estão passando pelo que eu passei.

Gostaria de lhe fazer um desafio. Olhe para si mesma, será que certos comportamentos seus que detesta não são fruto de um passado que você tenta esquecer? Se sim, não faça como eu, não demore anos para mudar a sua atitude. Comece a trabalhar nisso hoje mesmo, em como você se vê, o que sente e como reage. Deixe o passado no passado.

Se eu consegui, você consegue também!

Em breve estarei contando um pouco mais das minhas experiências…

Teresa Silva
Diretamente da Australia

 

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