Voltando ao Passado – 13ª Parte

diario_13-1900x748Em Nova York tivemos muitas lutas. O Júlio estava a amadurecer na fé, com as disciplinas por intermédio das quais ia sendo advertido.

Eu acompanhava-o o máximo que podia, e dava toda a assistência para que realmente ele fosse disciplinado.

Sempre depois dele ser chamado à atenção, lá estava eu perguntando ou tentando entender o motivo pelo qual ele tinha feito aquilo que foi advertido. Nunca vi, de forma alguma, que os seus superiores estavam errados, pois eu sempre cria que a Obra é de Deus e é dirigida pelo Espírito Santo.

Se eu visse de alguma forma que ele não havia entendido, ou no momento ficasse chateado por ser exortado, não “passava a mão”. Aprendi muito na obra de Deus como obreira, sobre a Autoridade Espiritual. Tinha um verdadeiro cuidado, e ainda tenho um profundo temor, quanto às autoridades que Deus constitui.

O Júlio não tinha a esposa do lado do “seu marido”, mas sim de Deus. E eu buscava como esposa, o direito dele me ouvir, quando a coisa era séria.

E o que poderia ser sério para mim ou para nós?

  • Ter maus olhos;
  • Julgar;
  • Sentir-se injustiçado;
  • Guardar algum sentimento mau contra a pessoa ou situação.

Pois se nós o fizéssemos, estaríamos colocando em risco a nossa salvação. E consequentemente, a Obra de Deus. E como servos, não temos esse direito. Nada disso!

Eu exigia dele o ser espiritual.
Ser espiritual é obedecer sem nenhum sentimento contrário.

Pois sabemos que se existe algum problema dentro de nós, sentimos como se tivéssemos uma “bola” enorme sufocando a nossa garganta ou o coração apertado. Revelando assim o que vamos viver por toda a eternidade. Em outras palavras, não podemos demorar para resolver o que temos que resolver, senão estaremos nos condenado.

E depende de nós e de mais ninguém, trazer a paz, que é a certeza, de uma fé que faz tudo o que tem que ser feito.

A fé exige resposta. Não palavras, não posição, etc.

O Júlio sabe o quanto “manifesto”, no sentido de ser ousada quando se relaciona à nossa salvação. Ele sabe muito bem disso.

Eu não gosto de depender de terceiros para resolver problemas. Eu tenho que buscar a vida. Se tenho alguma dúvida, vou lá e tiro essa dúvida. Se tenho algum problema, vou lá e resolvo o problema.

Assim foi: As lutas fizeram-me “agarrar” mais a Deus e também aprender a auxiliar o Júlio. Fizeram-nos ficar mais juntinhos e consequentemente amar de verdade.

Amo servir a Deus, pois Ele faz tudo ter ordem.
Amo estar ao lado do Júlio, pois ele fez-me ser mais forte ainda.
Os nossos problemas nos permitiram amar o amor que vem da fé!

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