Voltando ao Passado – 17ª Parte : Meu Voto

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No Texas, eu já estava com os meus 21 anos de idade. E estava a descobrir aos poucos que eu tinha consciência do que a Palavra de Deus me trazia, mas ainda tinha que trazer muita realidade para a minha vida. Eu era um “bebé” na fé ainda.

Tinha muito temor, mas na época, quando vivia essas coisas, não passava na minha cabeça que isso era um probleminha, ainda que insignificante, mas que revelava a minha imaturidade espiritual. Tinha muito ainda que aprender.

Ficámos em Brownsville alguns meses e depois regressámos novamente para Houston, e ficámos 1 semana em uma igreja. Lá vão as nossas bagagens atrás de nós. Só levamos roupa e mais nada. Aliás, no tempo em que estivemos em Brownsville e estávamos sem lugar aonde morar, tivemos que deixar os nossos dois gatos com uma esposa de pastor até termos um lugar para morar. Porém, essa esposa de pastor tinha dois filhos, uma menina e um menino, os quais ficaram apaixonados pelos nossos gatos e, infelizmente, tivemos que “abrir mão” dos nossos animais de estimação.

Vamos com as nossas bagagens para o nosso novo lar e Igreja. Chegando em casa, organizo as roupas e lá vou eu começar todo o processo de dona de casa. Faço compras de comida e deixo a casa toda orientada, quando recebemos outra notícia que iríamos voltar para a Califórnia.

Deixámos tudo para trás e seguimos a nossa rota de volta para a Califórnia. Voltámos novamente a morar com os meus pais. E aqui começa a guerra dentro de mim. Não por viver com os meus pais, mas com a distância que existia da nossa casa para a igreja. Ficámos na sede algum tempinho mais e fomos inaugurar uma igreja mais próxima de casa, que estava a 1 hora de distância.

Ao inaugurarmos, lá vou eu novamente organizar toda a igreja. Tanto cozinha, como a escolinha dominical, o escritório, etc. Limpámos e deixámos tudo organizado, e ali começámos uma igreja no bairro de Reseda.

Nesta igreja, haviam bastantes salas, escritórios, escolinhas e até uma nave auxiliar. Era uma igreja antes. E eles deixaram coisas no seu interior, como utensílios de cozinha, etc. Fiz uma extrema organização, porque quanto mais coisas desnecessárias, mais desorganização haverá no local. Então, em todo e qualquer lugar, tento deixa-lo ao máximo prático, limpo e organizado.

Começámos a trabalhar para desenvolver aquela igreja, na qual queríamos muito fazer discípulos, pessoas batizadas com o Espírito Santo. Mas o processo não é de uma hora para a outra, e sim de muita entrega e disposição.

Levava “marmita” para esta igreja, e dedicava toda a minha atenção às necessidades do Júlio. E juntinhos íamos vivendo a fé.

Eu lembro-me que nesta altura, as reuniões de pastores eram feitas nesta igreja. E sempre após as reuniões de pastores, eu e o Júlio ficávamos a falar da reunião, nutrindo os nossos pensamentos com a Palavra que recebíamos.

Eu, sinceramente, saía muito pensativa da reunião. Cada mensagem era mais forte do que a outra. E eu pensava dentro de mim: “Poxa, quantos não poderiam estar a receber o que estou recebendo?!” Sentia-me muito honrada por estar a participar de revelações maravilhosas, que transmitiam vida.

Nesta igreja, o Júlio começou a ser responsável por fazer programas de rádio ao vivo, desde a 1:00 da manhã até às 2:00 da manhã. E ele chegava a casa por volta das 3 da manhã, todos os dias.

Quando não o acompanhava, ficávamos distantes e “separados” fisicamente. Era muito difícil para mim ficar distante dele e da Obra, quando estava em casa. E nesse interim, muitas vezes murmurava por não morar próxima.

Após algum tempo vivendo isso, murmurando pela distância de tudo, o Espírito Santo fez-me lembrar do meu voto feito antes de casar. O voto que eu fiz a Deus era, que se Ele me desse um Homem de Deus, que eu o daria no Altar para servir a Ele. O mesmo voto que Ana (mãe de Samuel) fez.

Quando o Espírito Santo me fez lembrar, eu passei a observar e a calar diante da necessidade de reclamar da distância. Quer dizer, comecei a temer pela minha maneira de falar. E realmente, as coisas começaram a não ser tanto um “peso”, como antes.

Incrível! Eu nem tinha nenhuma noção quanto ao “ser” para Deus, mas quem tem o Espírito Santo, sempre é dirigida por Ele. Ninguém ouvia as minhas reclamações, mas Deus sim, ouvia. E Ele fazia-me lembrar de coisas que eu Lhe tinha dito, aliás, do voto feito.

Aquele voto era algo que eu tinha que aprender a cumprir. Pois com os votos feitos a Deus, não se pode brincar! Tem que se cumprir. E todo aquele que tem esse temor, sabe da questão de ser de palavra para com Deus.

Seja jovem ou maduro, não importa para Deus. O importante é cumprir com aquilo que Lhe disse. Por aqui se mede o temor que a pessoa tem a Deus e como Ele é importante para si.

O cumprir o voto, fez-me calar diante das dificuldades. Olhar com bons olhos. Eu precisava aprender, e aprender não é falar e sim submeter-me com agrado à situação que estava a viver. Na realidade, falar é muito fácil, mas o cumprir demanda ser de palavra e também a obediência.

Eu agora cumpria um voto a Deus, depois de anos de casada. Deus prova-me, e eu reprovo ou passo.

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