Voltando ao Passado – 1ª parte

diario_1Há muitos anos atrás, ainda recém-casada com apenas algumas semanas, um familiar perguntou-me se porventura eu queria ter filhos.

Disse que não imediatamente! E acrescentei que já estávamos a pensar para que o meu marido fizesse vasectomia. E quando ela ouviu isso, logo disse: “Viviane, você é muito nova. Precisa dar tempo para ver se não se vai arrepender depois.

Quando eu ouvi aquela palavra de orientação, lançou-se um “balde de água fria” na minha decisão. Logo concordei com ela e fui falar com o Júlio (o meu marido).

Quando o Júlio me ouviu, disse-me decidido e resolvido: “Eu vou fazer vasectomia sim. Com você gostando ou não, eu vou fazer. É o meu Isaque!”

Eu estava com apenas 17 anos de idade. Tinha sido 2 anos obreira. Tinha tido experiências magníficas como obreira. Experiências com Deus na minha leitura Bíblica, nas minhas orações em favor de “ser” para Deus. Eu buscava sozinha no meu quarto, tinha aqueles momentos a sós.

A fé que professava não dependia do pastor e de ninguém. Era independente no sentido de crença, inspiração, orientação, etc. …

Era uma obreira assídua na igreja.
Atendia, pegava demónios e até mesmo entrevistava no quartinho ao lado do altar. E depois acompanhava os casos que me permitia acompanhar.

E amava tudo quanto fazia. Confesso que chegava a casa com bastante fome, alegre e a cantar: “A fome é negra…. e eu desejo logo ver a comida à minha frente.”

Era magra que dava dó. Mas desde o momento em que fui obreira, ia cedo para igreja, trabalhava em qualquer departamento que me dessem trabalho e não recebia nada, para apenas ficar por lá.

O Espírito Santo sempre me guiava à verdade. Tinha muito que aprender na altura, e ainda tenho. Mas eu não me sentia só em nenhum momento.

Tinha momentos maravilhosos da minha fé. Mas mesmo assim ainda fui afetada por uma palavra jogada no ar por esse familiar. Tentei persuadir o Júlio a desistir da sua decisão, mas não foi possível. Quando ele está decidido, “sai de baixo”. Ninguém o segura.

E por incrível que pareça… lá estava eu, em pensamento, a dizer a mim mesma: “Bom, ele disse que não quer ter filhos, mas se eu quiser ter filhos é só pedir a Deus e Ele faz tudo acontecer!”

Fiquei tranquila porque sabia do poder de Deus. Pois tudo que eu pedia a Deus, Ele fazia.

Eu não sabia é de nada. O quanto Deus me ensinaria acerca do que existia em mim.

Aguarde o próximo post. E acompanhe este diário onde estarei a falar acerca do meu passado.

Viviane Freitas

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