Voltando ao Passado – 21ª Parte

diario1900x748A Obra de Deus: É um privilégio estar nela. Não é para os capacitados, mas para aqueles que querem depender de Deus 100%.

Nunca se sabe o que vai acontecer amanhã. Não temos garantia de nada, nem de onde vamos estar. Não podemos fazer planos próprios. Não podemos guardar muitas coisas, porque isso vai acabar se tornando pesado pelas variações de lugares para onde somos transferidos. Não podemos ter contratos, porque não podemos garantir a nossa estadia em um lugar. Então o amanhã para aqueles que servem a Deus no altar, não é nosso, não está ao nosso alcance.

Abençoamos muita gente, mas nós não podemos estar com o alvo para as nossas próprias vidas. Quando temos problemas, temos que superar e não deixar que eles tirem o nosso alvo de servir ao povo de Deus, mas em especial e primeiramente a Deus.

Bom, na California estávamos trabalhando no dia a dia da igreja. E meus pais sempre tinham suas viagens missionárias a vários lugares. Em uma dessas viagens, eles estiveram em Portugal. E nessa viagem, eles encontraram com as crianças do Lar Universal de Lisboa.

Nessa viagem, o meu pai encontrou o Luis que chegou para ele dizendo que queria um pai. Ao ouvir aquela frase de uma criança de 3 anos, lhe tocou profundamente. E dali ele foi inspirado por Deus para que os pastores adotassem uma criança.

Voltando à California, meus pais vieram com algumas fotos das crianças do Lar para que eu visse. E imediatamente, eu, Viviane, agarrei aquela ideia de aceitar uma criança na qual eu trabalharia para servir a Deus.

E nesse período, não estávamos pensando no nosso bem pessoal, em ser mãe, mas em arrancar uma criança do mundo e investir a fé dentro dela. Pelo menos assim foi comigo.

Eu aceitei de braços abertos a ideia, mas o Júlio não conseguia aceitar a ideia de nós pegarmos uma criança. Para ele, estaria tendo mais um compromisso diante de tantas responsabilidade da obra de Deus, que ele preferiu não sonhar.

O desejo do Júlio era estar inteiramente a serviço de Deus, sem que tivéssemos empecilhos de servir mais e melhor. E com uma criança, não só estaríamos tendo o compromisso, mas dividiríamos a atenção prestada á Obra de Deus. Pois uma criança requer atenção, entrega, amor, carinho e o mais importante, o cuidado com a alma.

Já na minha cabeça a ideia era, o que o meu pai falasse seria uma “lei” a ser cumprida, para além de eu também desejar.

E assim começa uma outra etapa da minha vida.

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