Voltando ao Passado – 23ª Parte

voltandopassado23.1Bom, o tempo passava e os planos de tê-los na minha vida, era tudo que ficava na minha cabeça. Pensava e aguardava o tempo em que eu pudesse tê-los, mas estava a espera de quando eles viriam.

Até que então fui liberada para vê-los. Viajei horas de avião para Portugal e fui para a casa de uma esposa de pastor. Após uma reunião, fui até ao Lar, para finalmente conhecer a menininha e o menininho que cativaram os meus olhos.

Chegando lá, eles deixaram apenas os dois, (Luis e Vera) no refeitório sozinhos, com uma mulher que trabalhava no lar. Então quando cheguei os me apresentaram, a Vera e ao Luis. O sorriso nos lábios da Vera, acompanhada de uma risada de felicidade me deram as boas vindas. Já o Luis, todo macho, me olhou com olhos assustados, mas feliz ao mesmo tempo, o que também me deu um ar de boa vindas.

E, depois disso, me foi sugerido passar um dia com eles, para ver como eles eram. Então no dia em que eu propûs sair, fui ao Shopping com eles. Chegando lá, no shopping, estaciono e tomo as mãozinhas deles. Mãozinhas tão pequeninas, tão inocentes. Uma alegria enorme estava invadindo o ser deles e o meu também.

Me pareceu ter sido a primeira vez deles em um shopping, pois ao andar até a escada rolante, fui como se eles já conhecessem, mas ao chegar próximo, tanto um quanto o outro, ficaram amedrontado em ver algo assim, até que eu os fiz entrar. Podia ver que tudo era diferente para eles, pois olhavam tudo ao redor com muita curiosidade.

Levei eles a parte de brinquedos de crianças. Aqueles parques, todo iluminado que ficam dentro do shopping. Ao entrar, os olhos deles ressaltaram maravilhados com as luzes e com os brinquedos. Tinha muita gente neste dia naquele lugar. Fomos em alguns brinquedinhos e depois de algum tempo decidi ir embora.

Pra quê?

Meu Deus! O Luis começou a chorar e a deitar no chão fazendo pirraça, pois não queria ir embora. Fiquei assustada. Afinal eu não era ninguém e eles tão pouco eram conhecidos meus, para que eu pudesse colocar alguma ordem. Chamo ele bem calma, mas com o coração acelerado sem saber o que fazer. E ele grita alto: “Eu não vou, e etc.” As pessoas a volta, ficaram assustadas com a cena. Parecia que todas as pessoas ao redor, ficaram como em um filme no pausa e apenas eu e eles éramos as únicas pessoas que seguiam se locomovendo naquele filme. Então, após várias tentativas usando de um jeitinho amável para tentar fazer ele entender que já era o momento de irmos embora, eu falo definida: “Tá bom! Você quer ficar, então fica, eu vou embora!” E fui andando, até que ele veio atrás de mim. E assim fui obrigada a ir embora do shopping pela circunstância constrangedora que estava vivendo.

Deixei eles no Lar de volta. Então fiquei apavorada e cheia de dúvidas: “Ai, não sei não. Ele fez um escândalo no shopping. Passei tanta vergonha. Como será que vou me sobressair como mãe diante de uma criança revoltada.”

Confesso que fiquei com medo. Mas, uma esposa, com toda paciência do mundo, me convenceu que eles poderiam mudar. E assim voltei para casa, decidida em entrar com o processo de adoção por eles.

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