Voltando ao Passado – 25ª parte

fotos-d-viviane_LOUIS-768x302Um dia na reunião, o Luis e a Vera não quiseram orar. Nesse dia eles cismaram de ficar de olhos abertos e não orar. Fiquei muito zangada com eles. Muito mesmo!

Eu realmente investia tudo de mim para criar neles algo produtivo para a vida. Então após a reunião, fui em uma sala aonde o pai estava e disse: “Olha Júlio, estou muito triste com o Luis e a Vera! Eles hoje não quiseram fechar os olhos e nem orar!” Estava falando com o Júlio com o intuito dele chamar a atenção deles! E então o Júlio disse: “Ah é? Então vocês vão ver só quando eu voltar! E ele deu uma saidinha e as crianças (Luis e a Vera) começaram a chorar com medo!”

Então eu disse: “Olha, se vocês querem que o papai não brigue com vocês… Tem um jeito!”
Eles perguntaram: “Que jeito?”
“Vamos orar, e pedir a Deus que toque no coração do papai para que ele não brigue!”

Então fizemos uma roda de mãos dadas, e eles desesperados clamaram a Deus. Não oravam, mas era um desespero. E a minha vontade era de rir, porque eles pediam tão desesperados a Deus, que terminámos a oração e eu perguntei: “Então? Como vocês estão?” Eles disseram: “Mamãe eu estou com medo!”

Então eu disse: “Ué? Vocês não oraram a Deus?”

Eles disseram: “Sim mamãe.”

Então eu disse: “Então não podem ficar assim! Vocês têm que orar crendo que Deus tocou no coração do papai! Quando oramos, não pode haver tristeza ou dúvida e sim, paz!”

Então chamei-os novamente para orar e dessa vez liderei a oração, expulsando todo o medo e dúvida. E que daquele momento em diante eles nunca mais iriam fazer aquela coisa errada. Acabámos a oração e eu perguntei: “Como se sentem?” Eles disseram: “Estamos bem mamãe!”

Olha, só eu me lembro dessa cena, como foi lindo! Os dois, puros, estavam aptos a crer em tudo quanto os ensinasse e aceitavam de coração aberto.

Sabe, tudo o que eu lhes ensinava, era muito considerado, especialmente pela Verinha, que era a mais responsável. Ela acatava tudo o que eu ensinava.

Um dia, na piscina, a primeira vez dos dois, algo inesperado acontece. Enquanto eu estava segurando o Luis nos braços por ser o menorzinho, a Verinha estava ao meu lado se afogando, sem eu me dar conta. Até que, passados alguns segundos ou minutos eu percebo ela, largo o Luisinho na beira da piscina e a socorro. Ela agoniada, chorando só me dizia: “Mamãe, eu clamei por Jesus!”

Ela disse isso, porque eu sempre lhes ensinava, olhando nos olhos deles o seguinte: “Luisinho e Verinha, todas as vezes que vocês estiverem em perigo clamem o nome JESUS!”
E assim eram os dois.

Tudo o que eu lhes ensinava era valorizado. É claro que o Luisinho era o mais “levadinho”, não dava muita atenção quando eu falava sério.

Ele era um menininho super engraçado. E a Verinha, era uma menininha sempre achando graça do Luis. Os dois se divertiam juntos. Os dois eram muito “carinhosinhos”. Amavam os meus beijinhos da noite. Os dois, e especialmente o Luis, amava ser exclusivo. Queria-me só para ele. Mas não havia como ser só de um, eu era para os dois. Tudo tinha que ser compartilhado.

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