Voltando ao Passado – 26ª parte

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Com a oportunidade de ter a Vera e o Luis perto de mim, busquei de todas as formas trabalhar com eles, olhando para o futuro.

E que futuro?

O futuro da alma deles.

Mesmo eles sendo crianças, eu sabia que como eu, quando criança, também tive necessidades. Sabia o que era viver dentro de um lar cristão e como o mundo atraia qualquer ser humano, mesmo tendo todas as necessidades básicas de uma família.

Tudo o que eu podia fazer para zelar pela alma deles, eu fazia. Insistia nas orientações mais básicas para uma criança sobreviver diante dos problemas.

Eu queria aproveitar toda e qualquer oportunidade. Então tudo era levado para o lado espiritual, dentro do possível, nas mínimas coisas. Tudo o que eu via que poderia levar para algo sério e em aprendizagem, eu utilizava para formar o caráter deles.

Na hora de comer eles agradeciam pela comida que eles tinham. E eu sempre lhes dizia que tinham de comer tudo o que estivesse no prato, para não jogar comida fora. Ensinava que tantas criancinhas passavam fome, e que eles tinham que valorizar a comida. Estava sempre “de olho” no prato deles, para não deixarem restos de comida.

Morávamos em uma casa que tinha 2 andares. E todas as vezes que eu precisava de algo lá em cima, sempre pedia ao Luis (que era o menorzinho) para ir buscar. Mas ele sempre reclamava. Aí então pedia à Vera e ela, por sua vez, também não queria ir. Então criava outra “técnica” e dizia: “Hmmm.. Quem quer ganhar galardão lá no céu?” Aí eles diziam: “Euuuuuuu!!!!” “Então para ganhar galardão, tem que ir buscar isso para mim, pois quanto mais você servir, maior será o seu galardão!” E então os dois brigavam e saiam correndo para buscar aquilo que eu havia pedido, porque ambos queriam o galardão. Então sempre que eu pedia, eles queriam servir. Tão lindos eles!

Quando eles ganhavam presentes, eu também dizia: “Olha Luisinho, mamãe comprou esse presente, agora você vai dar para aquele menininho ali.” Novamente ele reclamava: “Ah mãe! Não, não quero!” Aí eu falava: “O que é isso, Luisinho! Quando você dá, você recebe.” Na realidade, eu fazia isso para trabalhar neles, em não serem egoístas. Pois como nunca haviam tido nada deles, então tudo o que eles possuíam, ficavam super apegados.

Um dia, a Verinha disse-me: “Mamãe, olha! Eu peguei o envelope de Israel e vou participar!”
“Ah é, filha? Então você vai trabalhar para colocar o seu sacrifício dentro do envelope. Não vou te dar nada, você vai ter que conquistar.” E assim era. Eu fiz brigadeiro e ensinei-a a fazer a bolinha do brigadeiro e fazer o resto, e assim ela fez. Vendeu todos os brigadeiros.

Ela sempre me pedia: “Mãe, eu quero ir na Disney!” Eu falava sempre para ela: “Ah, você quer ir na Disney? Então ora a Deus para Ele tocar no coração da mamãe, porque o coração da mamãe está bem duro para ir lá.” Em outras palavras, peça a Deus para você ser atendida, porque eu não vejo importância de ir lá. E foi por esse motivo que ela pegou o envelope de Israel.

Todas as reuniões que frequentávamos, eu estava ali ao lado deles para trabalhar no que eu via de importante. Na reunião de 4ª e domingo, eu sempre me punha sentada na cadeira, quando era na hora de orar, eles ficavam em pé enquanto eu abraçava os dois, e orava alto (ao som deles me ouvirem) e fazia a oração juntamente com eles. Fui percebendo que eles só ficavam de olhos fechados e não pronunciavam nenhuma palavra. Então eu decidi ficar de olhos abertos e pedir para que eles colocassem a mãozinha no coração e os ensinei a orar.

A oração que eu fazia, era de uma forma que eles pudessem entender, de forma prática. Então dizia assim: “Senhor Jesus. Limpa o meu coração preto, que está sujo de desobediência, mentira e etc.” E depois, sempre em uma oportunidade, explicava do coração preto. E assim ia colocando temor neles para aquilo que não prestava.

Nas reuniões de 6ª feira, novamente estava eu ali sentada e eles de pé, participando da oração forte. E quando era manifestado algum demônio no corpo de alguma pessoa, eu explicava para eles dizendo: “Tá vendo ali, aquela mulher? O diabo achou brecha para entrar na vida dela.” Aí eu falava: “Por exemplo, a mentira. Quando o coração está preto e sujo, então o diabo viu oportunidade de entrar na vida dela. Viram como que não pode fazer coisa feia!”

Em casa eles queriam ver televisão. Então comprei um kit de vídeo cassetes cristãs e passava para eles sempre, toda semana. Em outras ocasiões eles viam filmezinhos infantis, mas todos eram bem selecionados por mim.

Video game, eles brincavam com o aparelho do tio Moyses. E só podiam brincar 1 vez na semana!

Semana que vem, conto mais!

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