Voltando ao Passado – 27ª parte

 

Voltando_Passado_27Eu, Viviane, tinha os meus 23 anos e nenhuma experiência em ser mãe.

A única experiência que eu tinha era em ser filha. E como filha, eu sabia o que se passava comigo nessa idade. Havia muitas coisas que eu não compartilhava com ninguém. Essas muitas coisas, não era nada que eu fizesse às escondidas, mas “sufocos” internos que não conseguia expressar aos meus pais e nem à minha irmã, na altura. Era algo muito reservado, não que eu não quisesse compartilhar, mas era por falta de não saber pedir ajuda.

Então, eu via o Luis e a Vera, dessa forma. Olhava para eles sabendo que dentro deles poderia haver coisas que eles não falavam e nem sabiam falar. Tentava me aproximar o máximo, de forma explicativa, em tudo o que eu fazia.

O Luis, era sempre repreendido. E para o disciplinar, eu o colocava de castigo.
O castigo dele, era olhar para a parede e falar com Jesus. E depois ficar ali por algum tempo.
Nós tínhamos um banheiro que era preto e dourado. Eu colocava-o lá, e dizia: “Tá vendo esse banheiro preto, é assim que o seu coração está, preto! Peça a Jesus para limpar e não faça mais isso.”

Ele orava sozinho, mas aos pouquinhos ele já estava no corredor saindo para fora do banheiro, por impaciência de achar muito demorada a espera. E então, se eu não me engano, chamava-o, depois de algum tempo e conversava para ele não fazer mais aquilo. E perguntava-lhe: ”Você falou com Deus?”

A Verinha, por não desobedecer e fazer tudo o que lhe fosse possível, quase não tinha castigo para ela.

O Luis, era levado. Vivia falando e brincando, e a Verinha rindo.

Eu descia ao nível deles, porque assim queria conquistá-los de forma que eles me considerassem não só uma mãe, mas algo além disso, uma melhor amiga. Então brincava com eles. E assim também o pai fazia. Aos sábados, o Júlio estava em casa e dava-lhes toda a atenção. Quase não tinha muito tempo comigo. E ali, vinha um pouquinho de ciúmes. Já que esperava a semana toda para ter o Júlio comigo, mas tinha que compartilha-lo com o Luis e a Vera.

Eu olhava para o Júlio, e via toda a disposição. Ele corria atrás deles, brincava de carrinho lá fora e sempre que ele voltava da igreja, juntamente connosco, colocava o Luis ou a Vera no colo para dirigir quando estávamos entrando na rua de casa.

Quando toda a família estava junta no carro indo para a igreja, até o pai “entrava na dança” que eu colocava para alegra-los. Colocávamos música bem alto no carro e íamos abanando com a cabeça e cantando música do Veggie Tales (Músicas cristãs do filminho que eles assistiam). Como não dava espaço para dançar, mexíamos as nossas cabeças e braços para “curtir” a música.

E foi nessas viagens, longas de carro, que eu dediquei uma música a cada um deles. Uma música para a Vera e outra para o Luis. A música do Luis, era uma do Veggie Tales e a da Verinha, era do Titanic “My Heart will go on”.

Eles eram muito felizes na época que estiveram connosco.

Semana que vem conto mais! Acompanhe…

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