Voltando ao Passado – 29ª Parte

dvivi-1900x748Agora vocês não vão acreditar! O primeiro filme que assisti no cinema com os meus filhinhos, foi o filme: “Prince of Egypt” (Príncipe do Egito).

Eu não me lembro exatamente como foi este dia, mas certamente o filme marcou, e quando saiu em “vídeo cassete”, nós comprámos.

Eu me lembro exatamente dessa época, em que nós víamos esse filme, e no finalzinho do filme, o momento da saída do Povo de Israel do Egito, era comemorado por nós três. Eu, no caso, saía pela casa correndo e festejando com eles atrás de mim, cantando “ash lá lá”. Eu não podia nem sequer ouvir a música começar, que já me davam os “tic tic aventura”, exclusivamente meus! Cantando alto e correndo pela casa! O Luis subia na cama e de lá pulava. A Vera também fazia o mesmo. Era uma alegria nossa, que sinceramente não sabia nem o porquê de tanta “festança”.

Eu procurava entrar no “mundinho” deles de criança, para ganhar crédito também como mãe. Eu sabia que eles tinham que ter disciplina, mas também precisavam de uma mãe próxima, companheira, amiga e carinhosa.

Eu dava toda a força nas coisas de Deus.

Como assim?

Não enchia de elogios as historinhas de criança. Não elogiava nada que o mundo fornecesse como um encanto, e sim as histórias da Bíblia. Pois sabemos que as histórias da Disney e de outros filminhos são tudo uma fantasia. Mas o Bíblico não é fantasia e sim algo real. Não tinha a cabeça “fechada” quanto aos filminhos que não eram cristãos, mas certamente criavam-se fantasias que não eram reais.

Já a fé, traz coisas reais quando aplicamos os ensinamentos bíblicos na nossa vida. Vai muito além do que propriamente a mente humana pode entender.

Então… Um outro filminho que nós vimos juntos foi o do “Tarzan”. Um ano após o “Prince of Egypt”. Mas este, quando chegámos em casa, o Luis veio com a ideia de que ele era o “Tarzan” lá de casa. Ele subia no sofá de casa e pulava como se fosse um “Tarzan”.

Sabe o que eu fazia?

Eu “vaiava” a atitude do Luis.
Tipo assim: “Ih, esse Tarzan não é como Davi, que matou Golias!” E falava com a boca cheia dos homens de Deus que foram verdadeiros heróis. Assim trabalhava para eles admirarem os homens de Deus da Bíblia e não os homens que o mundo fornece como heróis.

E o plano dava certo.
O Luis, queria também assistir outros filminhos e até filmes Bíblicos para copiar aqueles homens de Deus, para então impressionar a mãe dele.
O filme “Dez Mandamentos” de 3 horas, foi um dos filmes que ele adotou como uma referência de homem de Deus. Após o filme acabar, lá estava o Luis dizendo: “Let my people go!” com um pedaço de pau bem grande na mão, supondo ser o cajado dele, e batendo com a ponta do “cajado” no chão, dizendo com a voz bem grossa: “Let my people go!!!”

Toda a família “curtia” as suas gracinhas. E eu, me “orgulhava” de vê-lo apreciando a quem eu queria que apreciasse. E assim era, de forma simples, no dia a dia, conquistava o espaço na vida deles de forma especial. Sempre colocando Deus em evidência.

Eles tinham que apreciar aquilo que eu apreciava: A fé em Deus. E com o poder de influência que eu tinha, conseguia. Mas ainda assim, tinha momentos muito difíceis com o Luis. Ele vivia tendo problemas na escola, pois vivia no mundinho dele. Não queria compromisso de aprender as coisas da escola. Queria brincar as suas brincadeirinhas.

Para eu ter como sustenta-los, muitas vezes viajava horas para fazer compras em lugares que fossem de melhor custo para nós. Isso acontecia quando tinha de fazer compras do “grosso”, uma vez no mês. Então saia logo de manhã e só voltava na parte da tarde. Além de fazer compras, todas as semanas, das coisas básicas, como frutas e legumes.

E eles dois chegavam de ônibus escolar. Muitas vezes eu era chamada à escola por situações que o Luís criava.

No próximo diário conto mais das dificuldades que eu vivi com ele.

Deixe o seu comentário

Ou preencha o formulário abaixo.

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *