Voltando ao Passado – 40ª Parte

40diario-825x325A fé pede para você agir. Ela enfrenta até a vergonha que possa lhe causar, justo por um objetivo que ela lhe traz.

Ela dá-lhe força para ir, até conseguir chegar onde você quer.

E lá estava eu, a “filha do Bispo Macedo”, saindo após as reuniões com uma bandeja nas mãos, como fazem os cariocas, ou melhor, os brasileiros, nas praias e nas ruas para vender os produtos.

Eu fazia brigadeiros e outras coisas, como bolos, etc. Mas não ficava à espera das pessoas no final da reunião, eu saía adiante com a maior “cara de pau”. Dentro de mim estava morrendo de vergonha, mas a fé me imbuía a fazer isso.

As pessoas, creio que nunca tinham visto essa cena antes na vida delas, uma esposa de pastor com uma bandeja nas mãos falando: “Quem quer um docinho?”

Confesso que o meu rosto ficava vermelho por fazer isto. E ao mesmo tempo, vinha a cena dos rostos das pessoas, meio que desconfiadas, sem saber para que finalidade eu estava fazendo aquilo. Mas o meu objetivo enfrentava tudo isso, tanto os meus próprios pensamentos, como as circunstâncias ao meu redor.

Ia todas as 6ª feiras após as reuniões vender algo.

A Verinha me ajudava também. E quando ela o fazia, as pessoas aderiam mais do que comigo.

Assim eu ia aprendendo a ter que buscar a “vida” e conseguir recursos para investir na ebi da igreja, já que a igreja tinha muitas necessidades e eu não podia esperar o Júlio me liberar condições para investir.

Pouco a pouco, meses trabalhando, fui investindo em cada parte da ebi. Tanto nas decorações, como também nos materiais e nos brinquedos a serem utilizados para educar as crianças.

O Júlio nunca me facilitou. Mas a minha disposição em dedicar sempre o meu melhor, me fez ganhar “crédito” com ele. E assim ele decidiu investir nas coisas mais caras, que eram os móveis da ebi.

É uma pena que eu não tenha mais as fotos. Perdi-as, pois já nos mudámos diversas vezes, por isso não tenho mais nenhuma prova do que foi feito naquele lugar, com tanto carinho!

Na época, como eu estava investindo com toda a força, pedi auxílio às esposas das outras igrejas, das quais o Júlio estava responsável. Perguntei-lhes se queriam ajudar. Poderiam fazer um bazar também em suas igrejas. Apenas duas se prontificaram. Mas não parei para reclamar, continuei no alvo que queria alcançar. Respeitei a fé delas e segui com a minha.

Assim, com força, eu ia fazendo aquilo que estava diante dos meus olhos para fazer. E me alegrava com cada conquista.

É muito gostoso lutar e ver o sucesso dessa luta. Especialmente quando a fé entra em ação, você aprende tanto com ela.

Ela faz com que não dependa mais de terceiros para se sentir motivada, mas lutar, mesmo que sozinha, porém com convicção e alegria, porque você crê naquilo que faz!

Obrigada Deus, por esta fé, que me proporciona muito além daquilo que uma faculdade ou doutores podem me orientar. A fé fá-la chegar onde jamais você imaginaria.

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