A resposta de Deus

O espírito do sacrifício faz-nos independentes de todos, mas dependentes de Deus. O sacrifício dói, mas liberta. O sacrifício contraria os nossos sentimentos e a vontade dos outros, mas também agrada a Deus. Quem tem Fé persiste e encara os desafios

Talvez você seja uma daquelas pessoas que reclamam que Deus não o/a abençoa. Mas não deve colocar a culpa em algum espírito maligno, na sociedade ou nos outros, já que o coração é a fonte da nossa individualidade. Tudo na vida depende das nossas atitudes. Existem leis fixas que regem a vida e o universo. Se planta batatas, não irá colher feijão. Por isso, quando busco a Deus de todo coração, a resposta é certa.

Não basta orar e esperar que aconteça o que ambicionamos. A grandeza da nossa Fé é medida pelas nossas atitudes. O agir, o fazer algo pela Fé, obrigatoriamente, traz, da parte de Deus, uma resposta. É justamente esse o cerne do sacrifício. Jesus foi um exemplo de sacrifício realizado por um sublime ideal. O Seu sangue trouxe perdão a todos aqueles que crerem n’Ele.

A dificuldade
“O único poder capaz de decidir o nosso futuro é o sacrifício”, afirmou o bispo Júlio Freitas no início da reunião das 7h30, na Sede Internacional da Europa do Centro de Ajuda, em Chelas, neste domingo (dia 07), garantindo que o que a pessoa sacrifica para Deus não é nada diante do que ela conquista. Então, por que é que há tanta dificuldade em a pessoa dar ou sacrificar o pouco que tem? Porque o ser humano é egoísta, materialista. “A luta começa dentro de cada um de nós. O primeiro homem que você e eu temos que vencer, não é o exterior, é o interior. E se você não vence este homem, Jesus já deixou bem claro, você não é discípulo, não vai ter como segui-Lo, porque a Fé cristã, bíblica e inteligente exige o sacrifício uma vez, sim ou não? Não, diariamente e constantemente”, afirmou o orador.

Luta diária
“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24). É uma guerra, uma luta diária. O sacrifício diário tem que ser constante para o manter vivo no Altar em prol de uma transformação ou de um sonho.

“Agora, pense comigo, se não é capaz de fazer o sacrifício material-económico, vai ser capaz de fazer o espiritual? É óbvio que não! O que é mais fácil, fazer o sacrifício económico-material ou o espiritual? O material! Você pega num bem, que vai gerar dor ao abrir mão, mas coloca voluntariamente no Altar. Agora o espiritual é constante, não é uma vez, é desde a hora que acorda até à que vai dormir. Enquanto estiver consciente tem que lutar contra o seu ‘eu’, os seus sentimentos. E que são 5 contra 1. São cincos sentidos contra o 6º sentido, que é a Fé. E, por isso, muitos não prevalecem mesmo crendo em Deus, fazendo caridade, vindo à igreja, sendo honestos, pagando os seus impostos, tendo boas intenções”, concluiu o orador.

Lembre-se que o espírito do sacrifício faz-nos independentes de todos, mas dependentes de Deus. O sacrifício dói, mas liberta. O sacrifício contraria os nossos sentimentos, contraria a vontade dos outros, mas também agrada a Deus, porque é o que nos faz ficarmos nas Suas mãos.

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