Noticia

Alimentação: afinal, o que podemos ou não comer?

8-1A alimentação tem sido cada vez mais um tema polémico para a sociedade. No meio de tantas descobertas e estudos, cresce cada vez mais a dúvida sobre o que podemos ou não comer.

A carne vermelha deve-se evitar, o leite em adulto não deve ser consumido, os enchidos e alimentos processados são responsáveis pelo cancro…
Quantos destes estudos são verdadeiros e fidedignos?

Ainda que, a maioria dos estudos seja verdadeira, existe uma grande variação no modo como as informações são recebidas, processadas e transmitidas a outros, e é sobretudo aqui que se deve ter alguma atenção.

O mais recente “lobo mau” da alimentação são as carnes processadas, das quais fazem parte os enchidos, presentes na alimentação de tantas casas portuguesas. Estas, assim como as carnes vermelhas, são responsáveis pelo aparecimento de determinados tipos de cancro.

“O consumo de carne vermelha, como vaca ou porco, e o consumo de carne processada, como salsichas ou enlatados foi considerado como provavelmente carcinogénico para os humanos”, concluiu o relatório da agência internacional da Organização Mundial de Saúde responsável pelo estudo do cancro.

Os números indicam que, por cada 50 gramas de carne processada ingerida diariamente, o risco de desenvolver cancro colorretal aumenta 18 por cento e, para o consumo de 100 gramas de carne vermelha, o risco aumenta 17 por cento.

Deveremos ter em conta que a “descoberta” não é assim tão recente e os dados não são novos, sendo as carnes vermelhas e as processadas inimigas de longa data de uma alimentação e de um organismo saudáveis, podendo acarretar vários riscos para a saúde.

Consumo desequilibrado

8-2A nutricionista Ana Banza, refere que sempre se soube que o consumo frequente desse tipo de carnes era prejudicial à saúde. O que muda agora, é o facto de se conhecer realmente melhor quais são os efeitos ou possíveis consequências de um consumo desequilibrado.

“Não são dados novos e sempre se disse que o consumo de carnes processadas e vermelhas não era benéfico para a saúde nem deviam ser consumidas diariamente. Mas devemos, de todo, deixar de comer? Não. O que é necessário entender e a mensagem mais importante a retirar destes estudos, é que sim, pode-se comer mas dentro de uma alimentação equilibrada”, sublinha.

Cada vez mais a nutrição tem de ser vista com bons olhos e sob a forma de equilíbrio, sem estar necessariamente implícita a questão do peso, mas sobretudo a da saúde.

“Se alguém me disser que come esse tipo de carnes todos os dias e em grandes quantidades, então sim, muito provavelmente o estudo é aplicável nessa pessoa. Caso contrário, não há motivo para alarmes”, conclui a especialista em nutrição.

Deixe o seu comentário

Ou preencha o formulário abaixo.

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *