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Descubra o que a carência afetiva pode fazer com você

Uma moradora de Santos, no litoral de São Paulo, que não quis ter o nome revelado, passou por uma situação na vida amorosa que nenhuma mulher deseja viver. carencia.690x460

Milhares de pessoas puderam assistir pela internet vídeos íntimos dela, que foram compartilhados pelo parceiro. A divulgação das imagens fez que a santista pensasse em suicídio, mas, mesmo após todo esse constrangimento, ela desistiu de tirar a própria vida, aceitou o rapaz de volta e eles reataram. A mulher afirmou que todos cometem erros e, por gostar dele, decidiu perdoá-lo.

A questão dela ter perdoado o companheiro é de fato importante para que ela siga uma vida em paz consigo mesma. Mas o questionamento que fica é: qual o sentido de continuar em uma relação em que o companheiro não demonstra nem um tipo de respeito por você?

Segundo o apresentador Renato Cardoso, homens, e principalmente mulheres, estão sofrendo em relacionamentos abusivos desse tipo todos os dias. “O mais intrigante, porém, não é a maldade do agressor, mas a cumplicidade da vítima. É algo doentio porque parece que ela não consegue ver que virou escrava do abusador”, esclarece Renato.

Para a psicóloga Marisa de Abreu, alguns fatores podem levar uma mulher a manter-se em um relacionamento abusivo. “Medo da solidão, medo do próprio parceiro, medo de ficar sozinha, sensação de incapacidade de administrar a própria vida e, por fim, a carência afetiva. É ela que faz que a pessoa aceite ‘migalhas’ afetivas e se sujeite a constantes momentos de agressão verbal, emocional ou física do parceiro abusivo”, explica.

Quando o medo é de ficar sozinha
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Daiane Rocha, analista administrativa, de 23 anos, sabe bem o que é ficar com alguém por causa da carência. A jovem achava que se ficasse sozinha jamais seria feliz. “Em razão da enorme carência que eu sentia, queria estar com o meu namorado o tempo todo e quando estávamos longe um do outro me sentia mal. Era como se pudesse aparecer outra pessoa e tirá-lo de mim”, revela.

Com isso, ela o sufocava muito, sempre se comparava a outras mulheres e se sentia permanentemente muito inferior a elas. “Me submeti a um relacionamento em que eu sabia que não era correspondida. Mas, naquele momento, era melhor ter o pouco da atenção que ele me dava a pensar que ficaria sem ele. Eu achava que se ele não ficasse comigo eu não encontraria outra pessoa que gostasse de mim”, lembra a analista administrativa.

Para Daiane, perder o namorado era sinônimo de solidão e, por isso, aceitou um relacionamento em que o respeito e o amor não eram recíprocos. A psicóloga Marisa de Abreu diz que há uma série de circunstâncias que levam uma pessoa a sofrer de carência afetiva. Por exemplo, a pessoa não ter recebido o afeto esperado de seus pais ou pessoas significativas na infância e/ou adolescência. “Também pode decorrer de uma característica de personalidade em que a necessidade de muita emoção leva a pessoa a se envolver com outras pessoas que vivem verdadeiras ‘montanhas–russas’ emocionais. Ora amam loucamente, ora odeiam e fazem coisas totalmente agressivas para o outro”, ressalta Marisa.

Em seu blog, Cristiane Cardoso explica que essa carência demasiada de cuidados e atenção pode saturar o relacionamento. “As brigas constantes porque ele não faz isto ou aquilo diminuem ainda mais as chances dele fazer o que você pede. Admiração e amor não deveriam ser exigidos, requeridos ou esperados. Tais sentimentos só têm valor quando são espontâneos.”

Aprendendo a ter amor-próprio

Transcorrido algum tempo, o namorado de Daiane a traiu com uma amiga dele e preferiu ficar com ela. “A partir do momento que percebi que não vivia mais minha vida, mas em função dele, precisei aprender a viver novamente. Comecei buscando ajuda e li o livro Melhor que Comprar Sapatos, de Cristiane Cardoso. Percebi que o meu caso podia ser mudado e que eu teria de começar pelo meu interior”, diz Daiane. Hoje, ela deixou de ser uma pessoa carente, insegura, ciumenta e com baixa autoestima. “Passei a ser uma mulher mais agradável e de bem com a vida. Afinal, ninguém gosta de estar ao lado de alguém que não consegue estar bem consigo mesmo”, diz a jovem.

Como lidar com a carência demasiada?

Cristiane Cardoso diz que a solução é, por vezes, sufocá-la. “Faça de conta que você não precisa de cuidados extras. Valorize-se mais, não fique implorando para que as pessoas valorizem você. Acima de tudo, use a sua fé. As pessoas podem não lhe dar o valor que você merece, mas você certamente tem um valor enorme para Deus, que a conhece mais do que qualquer outra pessoa no mundo”, afirma.

Um relacionamento que se baseia no amor exige troca. Claro que sempre teremos que fazer concessões, mas elas devem ser produtivas para ambos. Nada de sofrer humilhações e pagar um preço desproporcional para manter a relação. Se você tem agido assim, será que não está na hora de fugir dessa dependência de atenção e começar a se valorizar primeiro?

Você é carente se…

Fala exageradamente ou pouquíssimo (desequilíbrio)
Faz drama
Fica emburrada
Fica de mal com alguém e não fala por dias
É muito preocupada com datas especiais que celebram a si mesma (aniversário, Dia dos Pais, Dia das Mães, etc.)
Se faz de vítima
Se martiriza
É complicado conviver com você
É difícil de entender
Vive se lamentando (negatividade)
Escolhe alguém para sugar as energias (como não tem muitos amigos, quando pega um, o aluga o tempo todo)
Fala mal dos outros, pois todos estão errados menos você
Dicas retiradas do blog do Renato Cardoso

Fuja desta insegurança

Passe a gostar de você mesma
Foque nas suas qualidades
Seja mais compreensiva com as pessoas
Cobre menos
Torne-se uma pessoa que os outros sentirão falta se você não estiver por perto

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