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A indústria

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Portugal tem estado a viver uma crise muito grave, a pior dos seus mais de 850 anos de História. Desde meados de 2009 que se começou a sentir o efeito da crise que despontou nos Estados Unidos da América.

Muitos diagnósticos foram feitos e muito tempo de antena já foi gasto nas rádios e televisões, para identificar os problemas que nos trouxeram até esta situação. Ouvimos políticos de vários quadrantes com discursos díspares. Temos os partidos que têm alternado no poder em Portugal com discursos muito curiosos: o PS – seis vezes no poder sozinho e em mais duas coligações, uma com o CDS e outra com o PSD; o PSD, quatrovezesnopodersozinho,em mais seis governos de coligação com o CDS e mais um com o PS.

Ora, como facilmente podemos depreender, politicamente é fácil apresentar os culpados, mas parece que não se passa nada. Um ex-primeiro-ministro que chamou duas vezes o FMI e hoje parece que se esqueceu; ou um ex-primeiro-ministro que financiou o desinvestimento agrícola e piscatório e vem hoje como presidente da República reclamar o regresso à terra e ao mar.

Após o “Cavaquismo”, durante os últimos 19 anos, o espetro político foi dividido da seguinte forma: 13 anos de PS, divididos por António Guterres e José Sócrates; cinco anos de PSD, divididos por Durão Barroso, Santana Lopes e Passos Coelho. Afinal, é tão fácil observar quem nos levou a esta situação, pois mesmo que mudem de funções e passem de políticos a comentadores, não conseguem apagar os seus atos. Uma coisa é certa, apesar do cenário não parecer muito bom, ainda existem empresas que estão a crescer e a levar bem longe o que Portugal tem de bom. O que deveria ser a classe política a fazer têm sido as nossas empresas a fazê-lo, seja as de vestuário, de calçado ou até mesmo vinícola. Começam também a surgir empresas que desenvolvem tecnologia de ponta, ou seja, produtos que podem produzir um excedente na balança comercial, exemplos de sucesso que são muito pouco divulgados.

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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