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As eleições

eleicoesPassada uma semana sobre o ato eleitoral e depois de uma noite eleitoral em que quase todos “cantaram” vitória, podemos analisar os dados mais friamente e retirar algumas conclusões. A primeira e principal conclusão é que mais uma vez foi o “partido” abstenção que venceu e que mais cresceu comparativamente com o ato eleitoral de 2009, uma vez que 47,4 por cento dos portugueses recenseados em Portugal não exerceu o direito de voto em 2013, mais seis por cento do que em 2009, percentagem que representa mais 658.547 pessoas que não usaram o direito do voto.

Quanto aos partidos a história é outra bem diferente: o PS apressou-se a proclamar como o grande vencedor, pois conquistou mais 18 autarquias do que em 2009, mas ainda assim contou com menos 273.638 votos. O PSD foi de facto o grande derrotado da noite eleitoral, pois perdeu 33 autarquias, entre as que concorria sozinho e as que encabeçava uma coligação, contando com menos 572.523 votos; perdeu municípios emblemáticos como o Porto, Gaia, Coimbra e Sintra, tendo recuperado Leiria e ganho a Guarda.

O CDS foi um dos partidos vencedores da noite eleitoral, pois conseguiu conquistar mais quatro municípios em relação a 2009, contudo, obteve menos 2.656 votos. Também a CDU foi outro dos vencedores da noite, visto ter conquistado mais seis câmaras e obtido mais votos, conseguindo subir 12.827 votos e podendo-se dizer que a coligação comunista venceu em toda a linha, pois recuperou Évora e Loures.

O Grupo de Cidadãos Independentes também venceu em toda a linha, conseguindo mais seis câmaras do que 2009. Das 308 autarquias, 13 são dirigidas por independentes, querendo isto dizer que 4,22 por cento das câmaras é independente, conseguindo mais 118.483 votos em comparação com 2009. O número de votantes nestes movimentos apartidários representa 6,9 por centos dos votos, um total bastante relevante.

Os grandes derrotados da noite foram Fernando Seara e Luís Filipe Menezes, pois foram completamente derrotados, podendo-se dizer que para o segundo foi uma derrota mais inesperada.

Vamos ver como os novos autarcas eleitos vão trabalhar nos próximos quatro anos, mas esperemos que seja em prol da população.

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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Sem comentários

João Marques (Portugal) Responder 13 Outubro, 2013 às 17:01

Realmente a abstenção foi a grande vencedora, entretanto as pessoas que não votaram por estarem descontentes com os governantes, estão a dar oportunidade aos outros para escolherem por elas. Por este motivo não podem reclamar se a pessoa eleita não for do seu agrado.

maria jose barbosa vilela Responder 14 Outubro, 2013 às 16:45

Votar em quem?nos partidos? nos representantes? quem são eles? não são transparentes,o melhor é estar quieto para depois não se arrpender.