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Austeridade, um fim ou o fim?!?

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Desde 2011 que impera em Portugal um programa de ajustamento, que consistia em que o nosso país recebesse um empréstimo para fazer face às necessidades para pagar salários, pensões, reformas e prestações sociais. Pois, segundo o ex-ministro Teixeira dos Santos, o nosso país estava à beira de entrar em bancarrota, ou seja, de entrar em incumprimento, deixando de ter condições para fazer face aos seus compromissos.

Mas este empréstimo tem contrapartidas, como aliás é o que sucede com qualquer cidadão que se dirige a uma instituição bancária para pedir um empréstimo, sendo este concedido mediante contrapartidas do cliente. Só que o programa de ajustamento tem sido muito doloroso para os portugueses, tendo feito muitas pessoas perderem as condições de vida que tinham, principalmente as mais carentes e necessitadas, tais como os reformados e as pessoas com qualificações mais baixas. Já para não falar das empresas que não estavam bem alicerçadas e que acabaram por se afundar.

Para o Governo faltam sensivelmente seis meses para que Portugal consiga conquistar parte da sua autonomia financeira, ainda que agarrados a um programa cautelar. O nosso país irá voltar aos mercados para se financiar com uma rede para salvaguardar qualquer contratempo ou seja sem ajuda nenhuma.

Para a oposição, se Portugal voltar aos mercados com um programa cautelar será o fracasso total das medidas do Governo. Normalmente, quando se escuta qualquer líder da oposição surgem as famosas ideias máximas: temos de aumentar o emprego, baixar a carga fiscal, subir o salário mínimo e as reformas, pensões e salários, dar estímulos à economia… Mas propostas concretas e viáveis não são apresentadas, que permitam uma redução do défice ou baixar a dívida pública. O passado tem- nos mostrado que seja quem for o líder da oposição, quando esta chega ao governo faz exatamente o contrário do que tinha prometido enquanto oposição.

Neste momento, os políticos, todos sem exceção, deveriam assinar um pacto de governo: fosse quem fosse o partido a ganhar as eleições, este não poderia fugir das diretrizes assinadas. Mas esta ideia é completamente utópica, pois temos políticos que pensam apenas em atingir o “poleiro”. Esperemos que esta seja a última vez que a troika está em Portugal, mas tenho cá as minhas dúvidas!!!

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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