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Informação/Desinformação

pcmundo

Nos dias que correm diz-se que a informação está ao virar da esquina ou podemos dizer que está à distância de um simples clique, pois com o advento da Internet tudo se consegue na rede. Eu sou do tempo em que para fazer um trabalho de grupo na escola, tínhamos de passar horas e horas na biblioteca a ler enciclopédias, livros e mais livros; tirar fotocópias das páginas que mais nos interessavam, para depois ler, sublinhar e, finalmente, escrever os textos nossos, é claro, pois não existia o copiar e colar. Mas os estudantes de hoje em dia já não se dão ao trabalho de fazer o seu próprio texto, pois utilizam muito o expediente de copiar e colar.

Todavia, a questão da informação ser generalizada não é só má nos trabalhos escolares, mas também nos jornais, rádios e até mesmo, pois a informação difundida na rede consegue sempre ser bem mais rápida do que os meios de comunicação social tradicionais.

Existe um problema ainda maior que se resume ao facto de uma pessoa depois de fazer e receber uma análise clínica, ao abri-la e descobrir um determinado termo, decide “correr” para o Google, ou qualquer outro motor de busca, para pesquisar, recebendo a resposta que, muitas vezes, não é a mais correta. Este tipo de situações pode originar uma de duas coisas: leva a pessoa a cair no desespero, pois acha que é uma coisa que não tem solução; ou passa a desprezar os sintomas por achar que não têm valor. Mas, tal como em tudo na vida, é necessário ter moderação, pois tudo o que é demais faz mal, tal como também tudo o que é de menos pode ser prejudicial.

Nos nossos dias temos mesmo que saber filtrar as informações, pois a grande maioria é falsa ou, no mínimo, representa as opiniões de pessoas mal (in)formadas, que não fazem o seu trabalho, confirmando as informações que divulgam. Portanto, posso depreender que a sociedade portuguesa está mais desinformada do que informada, pois muitas pessoas dizem saber as coisas só que pela cabeça dos outros. Um dia, vi um debate sobre o programa de ajustamento económico e, espanto dos espantos, só um dos três comentadores tinha lido o memorando afinal, falando os outros de cor. Então, que tipo de informação estariam eles a passar?!?

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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João Marques (Portugal) Responder 20 Agosto, 2013 às 11:14

Eu diria que a informação que corre hoje nos meios de comunicação tem um objetivo comercial, é informação que vende bem, nem que para isso a informação seja forjada.