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O consumismo no Natal

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A quadra que estamos a viver é tida como a época em que nasceu Jesus, mas essa tradição foi-se perdendo ao longo dos anos, se bem que o Senhor Jesus não nasceu nesta altura do ano.

O Natal é visto como uma quadra da união das famílias, para que estas possam estar juntas e, desta forma, puderem viver em harmonia. Mas, muitas vezes, é nesta quadra que surgem as maiores discussões e problemas familiares que perduram por muitos e muitos anos.

Mas o problema do Natal não reside apenas nos conflitos familiares, pois as grandes empresas começaram a ver nesta época do ano uma forma de “salvarem” o ano que correu menos bem. Basta perder um pouco de tempo a assistir aos blocos comerciais dos vários canais de televisão ou até mesmo das várias estações de rádio, pois são promoções umas atrás das outras.

Nesta época, muitas crianças pedem aos pais um sem número de brinquedos e os progenitores passam muitas dificuldades para puderem satisfazer os desejos dos filhos. Mesmo estando a passar por momentos menos bons, os pais “fazem das tripas coração” para conseguirem satisfazer os desejos dos seus filhos.

O maior problema mesmo passa por aquelas pessoas que querem satisfazer os desejos dos seus filhos e não têm a mínima possibilidade de o conseguirem, pois nem têm condições para colocar comida sobre a mesa. Deve ser bastante frustrante para um casal não poder nem sequer dar um presente por mais simples que seja aos seus filhos.

Aqui começa-se a perder o verdadeiro espírito da quadra que se vive, ou seja, o momento da partilha. E não podemos reduzir as obrigações e responsabilidades que temos para prestar solidariedade aos mais aflitos e menos favorecidos. O espírito de ajuda aos mais necessitados deve sim ser mais constante, ou seja, durante todo o ano.

O que mais desejo para todos os leitores da Folha de Portugal é que, neste quadra, o Criador e Salvador possa nascer nas suas vidas para que, desta forma, possam realmente ter uma vida feliz.

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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João Marques (Portugal) Responder 21 Dezembro, 2013 às 15:08

Atualmente tem-se visto cada vez mais nas épocas festivas um negócio montado em cima do lucro de grandes empresas. O Natal é comércio, é emoção.
Quando passa o natal vem o carnaval.
No natal as pessoas buscam emoção e no carnaval repete-se a busca de emoções.
Só a Palavra de Deus nos dá certezas em vez de emoções.