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Política à portuguesa

lisboa

Em Portugal estamos próximo da rentrée dos partidos políticos, assim como a 29 de setembro terão lugar as eleições autárquicas, que irão trazer muitas resoluções para a vida política em Portugal.

Em tempos de crise, normalmente o partido que está no Governo perde as eleições autárquicas, principalmente quando o Executivo se vê obrigado a aplicar medidas austeras, como é o caso deste.
O PSD poderá mostrar aqui se consegue superar as dificuldades de ser o partido que sustenta a maioria deste Governo com todas as críticas e desvantagens que isso lhe traz, já que, é o partido com o maior número de câmaras e freguesias em todo o país.

As autárquicas vão mostrar também se o PS de António José Seguro consegue vencer e convencer, uma vez que, nas sondagens ainda não descolou de uma forma categórica. O seu líder, é visto por muitos comentadores como um líder a prazo, que prepara o caminho para outro nome mais carismático do PS como António Costa.

Este ato eleitoral vai servir também para observar como o eleitorado vai reagir à crise política que Paulo Portas despoletou com a sua demissão irrevogável que afinal foi revogada, e permitir perceber como é que esta atitude vai afetar o CDS.

Também vai ser curioso perceber quais os resultados que os partidos mais à esquerda vão obter, uma vez que, são os maiores opositores do programa de ajustamento que está a ser implementado em Portugal, pois nem Bloco de Esquerda nem PCP assinaram o memorando da troika.

Mas o mais curioso é perceber como os autarcas vão fazer campanha eleitoral sem promessas de grandes obras públicas, ou como vão contornar as questões dos cortes que vão ter de fazer nas suas autarquias para diminuir o endividamento em que estão mergulhados a maioria dos municípios.

Este ato eleitoral vai servir para saber como vai realmente funcionar a restruturação das freguesias, que foi a bandeira política do ex-ministro Miguel Relvas e que tantas polémicas causou por este país fora. Mas o mais importante é que os eleitores devem exercer o seu direito de voto, mas não acreditar em promessas de grandes investimentos públicos, uma vez que, o país está sem dinheiro para os fazer.

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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