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Na passada semana foram apresentados os “cabeças” de lista dos principais partidos, a saber: o PSD anunciou Paulo Rangel e o PS, que tinha anunciado para o dia 05 de março a apresentação do seu “cabeça” de lista, respondeu com o nome de Francisco Assis.

As eleições para o Parlamento Europeu (PE) são vistas como o “parente pobre” dos atos eleitorais, mas, na realidade, são cada vez mais importantes, uma vez que se as leis forem aprovadas no PE são obrigatoriamente transcritas para os Estados-membros. Todavia, os resultados dos atos eleitorais para o PE apresentam níveis de abstenção muito elevados, facto que não acontece apenas em Portugal mas também em muitos outros Estados-membros.

O povo português demorou muitos anos a poder votar de forma completamente livre. Muitas lutas foram travadas e inúmeras pessoas perderam a vida para conquistar o direito de votar para eleger os que nos governam, isto quando atualmente muitos simplesmente ignoram o direito de voto, mandando para o lixo o privilégio de escolher.

Mesmo que os candidatos não correspondam às expetativas, a abstenção não é o melhor caminho, pois mais vale um voto nulo ou em branco, do que deixar nas mãos dos outros o direito de escolher. E, muitas vezes, os que se abstêm, depois só sabem reclamar e barafustar.

Relativamente ao próximo ato eleitoral, estima-se que a abstenção possa chegar aos 70 por cento, ou seja, apenas 30 por cento dos eleitores irá às urnas exercer o direito de voto, o que poderá fazer com que os resultados não correspondam, de maneira nenhuma, à vontade dos portugueses. Por isso, é conveniente que cada pessoa possa exercer o seu direito de voto nas próximas eleições para o PE, para que assim possamos responsabilizar melhor os partidos políticos que nos representam na Europa e as leis que são criadas no PE possam ser influenciadas por quem nos representa realmente.

Seja qual for a sua escolha de partido ou candidato, o mais importante mesmo é exercer o seu direito de voto. Portanto, tente informar-se dos programas que cada um apresenta e faça a sua escolha em consciência.

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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