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Quando os pais são o perigo

sequestro

Quando um homem e uma mulher casam têm, em princípio, o pensamento de que esta união é para toda a vida, querendo constituir família e ter um lar cheio de amor e paz. Penso eu que este deve ser o desejo e a vontade da grande maioria, mas com o passar dos anos o que era um sonho feliz, muitas vezes, acaba por se transformar num pesadelo terrível.

Ao longo dos anos, a instituição casamento tem vindo a ser desvalorizada e, consequentemente, a família também. Vemos, muitas vezes, os pais a matar os filhos, os filhos a matar pais e estes últimos a abusar sexualmente daqueles que deles nasceram. Situações ainda que macabras parecem estar a tornar-se cada vez mais normais, o que acaba por se refletir na perda de valores.

Uma das novas realidades, é o facto de existir uma nova constituição das famílias, ou seja, as chamadas famílias reconstituídas, onde existem os filhos do casal e os enteados.

Muitos homens e mulheres acabam por usar os filhos como “armas de arremesso”, a fim de obterem do outro cônjuge tudo o que pretendem ou, simplesmente, porque querem provocar danos psicológicos. Para além destas graves posturas, ainda existem atos muito mais cruéis e utilizados pelos cônjuges em litígio, como é o casodoraptoparental.Osfilhos são levados para parte incerta de modo a poderem ficar com eles, isto porqueajustiçalhesretirou esse direito.

Muito destes factos acontecem porque muitos casais não sabem que para se construir um lar feliz e cheio de paz não basta apenas existir amor, pois é necessário que os dois tenham vontade de sacrificar pelo objetivo comum, sabendo que o caminho que têm de percorrer é longo e nem sempre fácil.

Uma vez, um jovem perguntou a um homem que completava 60 anos de casamento, qual era o segredo para que o seu casamento fosse tão longo. Ao que o senhor respondeu: “meu rapaz, o meu casamento dura porque eu sou do tempo em que tudo era reparado e nada se deitava fora”. Ora aqui está uma grande verdade!

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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