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Viver só, sem sorriso

Smile IURD Portugal

Muito se fala sobre a solidão na última fase da vida, visto que muitos idosos são abandonados em lares de terceira idade, hospitais e até mesmo na sua própria casa. A solidão nesta fase é a mais notada, pois os filhos ou entes queridos, com a desculpa da correria do trabalho e da vida dos tempos modernos, acabam por desprezar aqueles que precisam muito de apoio e são deixados ao abandono.

Mas a solidão não se regista apenas nesta idade e não podemos achar que é sempre má. Muitas pessoas gostam de viver em solidão, preferindo estar sozinhas, por opção. A solidão como princípio não é uma situação boa, uma vez que não contribui em nada para nos trazer alegria, pois todos os seres humanos em algum momento do seu dia a dia e da sua vida precisam de conversar.

Uma das situações mais complexas é o indivíduo viver em solidão mesmo quando está rodeado por muitas pessoas e esta poderá mesmo ser a pior forma de solidão. A melhor forma da pessoa superar a solidão é não se deixar isolar, procurando sempre uma forma de conviver com os outros, caso contrário poderá entrar numa bola de neve difícil de parar.

Um estudo apresentado recentemente mostrou que os portugueses estão a sorrir cada vez menos, o que muitos associam à crise que Portugal está a atravessar “oficialmente” nos últimos dois anos e meio. Mas se vamos olhar para o argumento da crise, então, nós, os portugueses, nunca teríamos motivos para sorrir, pois eu sempre ouvi falar de crise, pelo menos desde que me lembro de “ser gente”.

Ora aqui está outro problema que é mais interno do que externo, pois muitas pessoas estão sempre à procura externamente de fontes de apoio, quer seja para sorrir, quer seja para ter apoio, para desta forma não estarem sozinhas. Mas é dentro de nós que deve estar a fonte de alegria, motivação e resistência para nos superarmos a cada dificuldade. Não devemos esperar por ninguém! Se tivermos algum apoio externo é muito bom, caso contrário, temos de ser capazes de nos levantar e ganhar forças para vencermos as barreiras que surgem no dia a dia.

Não se esqueça de que sorrir é um bom remédio para combater as rugas, por isso, sorria e não se feche no seu mundo.

João Filipe
Diretor – Folha de Portugal

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