Ela foi forçada a fazer sexo com 1,8 mil homens em rituais satânicos

Quem via aquela pequena rua sem saída de um subúrbio em Llanelli, no País de Gales, não via mais do que os tradicionais sobrados britânicos de tijolos vermelhos com seus jardins, carros nas garagens e antenas de tevê. Mas aquele aparente cenário de paz suburbana escondia algo muito além da compreensão de muitos.Capturar.690x460

Foi nesse ambiente que uma menina, desde os seus 7 anos de idade, presenciou rituais satânicos de sexo e drogas, promovidos por um vizinho estranhamente influente na comunidade, Colin Batley. Ele conseguia que muita gente fizesse o que mandava. Envolveu-se com a mãe dessa menina e a seduziu para rituais em que todos (inclusive outros moradores dos arredores) se drogavam e se relacionavam sexualmente: homem com mulher, homem com homem, mulher com mulher, adultos com crianças.

Acostumada a presenciar os perversos rituais dos quais sua própria mãe, Jacqueline Marling, participava, aos 11 anos a menina foi estuprada por Batley, que a convenceu de que se ela não fizesse sexo com ele e com outros, “desagradaria os deuses e iria para o Abismo”. A menina concordava, para não sofrer punições. Pouco tempo depois, a própria mãe abusou dela sexualmente, e a garota foi obrigada a admitir para Batley que havia gostado da experiência.

Batley, que se tornou uma espécie mórbida de “namorado” de Jacqueline – embora fosse casado com outra mulher (também participante dos cultos satânicos) –, continuava com suas práticas e ganhava cada vez mais influência na região. Ele é seguidor da “filosofia” fundada por aquele que foi tido pela imprensa internacional do início do século 20 como o “pior homem da história”, o satanista Aleister “A Besta” Crowley (1875-1947), que influenciou grande parte da cultura ocidental com preceitos como “faça o que quiser”, sem qualquer apego à moral e à ética – tido por muitos como um dos fundadores indiretos de várias seitas, uma delas a Cientologia, já que teria influenciado seu fundador, L. Ron Hubbard.

Estupro de crianças e sexo com animais

A menina de quem falamos, hoje é conhecida, por motivos óbvios, por um apelido criado por ela mesma: Annabelle Forest, nome com o qual assina o livro “The Devil on the Doorstep – My Escape from a Satanic Sex Cult” (“O Diabo na Soleira – Minha Fuga de um Culto Sexual Satânico”, em tradução livre), recém-lançado no Reino Unido (na foto acima, detalhe da capa). Na obra, Annabelle conta a vida de horrores que teve. O objetivo, segundo ela mesma diz, é alertar as pessoas sobre a necessidade de prestarem mais atenção ao que acontece com seus filhos na vizinhança.

Annabelle fala em seu livro de altares com serpentes, símbolos mitológicos egípcios em objetos e tatuados nas pessoas e vários outros procedimentos ritualísticos em cenas de orgias sem fim, inclusive com estupro de crianças e sexo com animais. Era nesse cenário de terror que a menina vivia, até fazer 18 anos e ser explorada pela mãe e por Batley, que a forçaram a se prostituir para “bancar” os rituais. A moça conta em seu livro que foi forçada a fazer sexo com mais de 1,8 mil homens, de várias idades. “Eu era uma estudante de dia e uma escrava sexual à noite.” A situação ficou ainda pior quando ela engravidou, justamente de Batley, e teve a criança. Foi o estopim para que ela tomasse uma atitude, fugindo na calada da noite e nunca mais retornando àquele antro de horrores. Denunciou a mãe e o vizinho, que foram presos em 2011 e condenados a mais de 10 anos de detenção, tornando o caso público.

Annabelle fala, em entrevistas a jornais como o Daily Mail, que agora usa suas energias para pensar somente no futuro. “Ninguém nunca vai poder me ferir mais do que eles dois. Isso me dá forças para seguir em frente”, diz.

Como o mal age

O caso de Annabelle, apesar de extremamente chocante, é só mais uma amostra de como o diabo usa as pessoas para aliciar outras e afastar quantos puder da Salvação. Ela teve coragem para fugir e denunciar mundialmente uma rede do mal que só crescia num canto aparentemente pacato de Gales. Porém, quantos mais são raptados pelo mal todos os dias e isso permanece em silêncio?

São sinais claros de que precisamos, cada vez mais, vigiar nossas vidas, sem brechas para as forças do inferno entrarem e ditarem que as piores coisas são “normais”, numa banalização cada vez maior da devassidão, do uso de drogas e da violência – que pode mesmo começar bem perto da nossa casa.

Quantas pessoas mais terão que passar por horrores assim, perdendo suas almas sem que alguém nem mesmo saiba disso?

 

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