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Descoberta cria polêmica em torno do zodíaco

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zodiacoMuitas pessoas se perguntam se os astros realmente podem influenciar na personalidade delas e se previsões com base nos signos podem dar certo.

Um grande número delas acredita que sim. Contudo, uma notícia veiculada recentemente na media causou preocupação para astrólogos e seus seguidores. Cientistas do Planetário de Minnesota, nos Estados Unidos, afirmam que, por causa da atração gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das estrelas foi empurrado por cerca de um mês. Com base nessa informação, criou-se uma polêmica entre a astronomia (ciência natural que estuda corpos celestes como estrelas, planetas, cometas e galáxias) e a astrologia (pretensa ciência de predizer o futuro sob influência dos astros).

Os 12 signos astrológicos sempre foram determinados pela posição do Sol no dia em que a pessoa nasce. São baseados em desenhos das estrelas que formam animais vistos de um determinado ponto da Terra. Mas, com a divulgação dessa notícia, tudo o que se sabia sobre o horóscopo pode estar errado. De acordo com o grupo de astrónomos, mais um animal deveria fazer parte da astrologia: o Serpentário.

Com essa inclusão e considerando as datas de nascimento, grande parte das pessoas mudaria de signo. “Quando (os astrólogos) dizem que o Sol está em Peixes, não está realmente em Peixes”, disse Parke Kunkle, um dos integrantes do planetário norte-americano. Por essa razão, a ideia de que é possível fazer previsões ou adivinhações pessoais com base no signo de cada um também gera dúvidas assim como tudo que é dito sobre cada signo.

Vivendo no erro

Outro detalhe é que muitos que seguem o horóscopo não sabem que essa descoberta é de 2011 e foi tirada de uma entrevista dada pelo grupo de astrónomos que formava o Planetário de Minnesota. Em outras palavras, estão seguindo o horóscopo há cinco anos sem perceber esse erro.

Luana.690x460A estudante Luana Trajano (foto ao lado), de 20 anos, pode ser considerada um exemplo típico de quem era aficionada por publicações relacionadas ao horóscopo.

“Até mudar minha atitude, eu fazia questão de comprar revistas teens para acompanhar os signos. Queria todo tipo de informação sobre o assunto. Eu era muito curiosa para saber o que iria acontecer na minha vida ali na frente e criava uma expectativa se o que era dito realmente se realizaria. Mas, depois de um tempo, acabava me decepcionando, pois nada daquilo acontecia. Não acredito mais nisso”, conta.

Para o assessor parlamentar e ex-bruxo Fabiano Jacob, de 46 anos, o primeiro erro que as pessoas cometem sobre signos é acreditar que nascem sob um signo solar. “Na verdade, o que poderia determinar algumas características pessoais é o ascendente delas, baseado no dia, hora e local em que nasceram. É como se tirássemos uma foto das estrelas no momento em que a pessoa nasceu. Isso determinaria o verdadeiro signo e suas características reais. Mas, por esse argumento, até animais e plantas, como uma girafa e uma alface, teriam mapa astral. Afinal, nasceram em horas, locais e dias determinados, não é mesmo?”

Ele afirma que para os astrólogos a astrologia é como as ciências exatas, por isso as previsões deveriam ser precisas. “Como pode ter funções matemáticas e as previsões não se cumprirem na vida das pessoas? Muitos (astrólogos) falam sobre coisas que são absolutamente comuns para grande parte das pessoas e elas acabam acreditando.”

De acordo com Fabiano, uma estratégia comum deles é falar sobre assuntos que atraiam quem gosta de signos. “Quem procura a horoscopia quer saber sobre finanças ou amor. Tenho muitos amigos jornalistas e eles sempre comentavam que a punição para quem chegasse atrasado na redação era fazer a previsão dos signos que seria publicada no jornal.”

Depois de passar 38 anos como um dos principais iniciados no Brasil em diversas doutrinas místicas, Fabiano conta que começou a ter problemas em sua vida. Ele os atribui ao envolvimento que tinha com a astrologia e esse mundo oculto. “Sofri muito com a mudança radical em minha vida. Perdi tudo até compreender que aquela não era a vida que Deus tinha para mim. Ele não destruiria tudo o que eu tinha e me faria padecer. Então comecei a compreender que aquilo não era bom para mim. E hoje, como ex-bruxo, meu papel é ajudar a alertar as pessoas sobre essas incompatibilidades geradas pelo desconhecimento e os erros drásticos que são encontrados nessas doutrinas”, conclui.

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