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Em Porto Rico, mortos jogam baralho e andam de moto

Internacional |

morto_joga_cartasRosario Martínez passou a noite de 25 de janeiro em uma mesa de pôquer, junto a seus amigos.

Em outubro de 2015, Jomar Collazo fez algo semelhante, mas ao invés de baralho, o dominó foi o jogo escolhido.

Já o taxista Victor Cardona, que dirigiu o mesmo carro por 15 anos, passou a tarde de 24 de maio de 2015 dentro de seu táxi, parado. Isso aconteceu poucos dias após Renato Garcia ser fantasiado de Lanterna Verde, personagem das bandas desenhadas e do cinema, e permanecer de pé por horas.

Georgina Lloren, usando o seu vestido de casamento 32 anos após a cerimônia, permaneceu sentada em sua cadeira de balanço, enquanto parentes e amigos iam e vinham.

morto_portoricaA família de David Morales quis deixá-lo em cima de uma moto. A de Christopher Amaro deixou-o em um ringue de boxe, com luvas e tudo. E a Ángel Medina coube permanecer de pé por 3 dias vestindo o uniforme do time de baseball Yankees.

Mas o que todas essas pessoas têm em comum? Elas estavam mortas.

Modismo

Todas as pessoas citadas acima eram porto-riquenhas. Após falecerem, as suas famílias – numa tentativa de adiar a despedida – solicitaram às funerárias que os preparassem em tais situações, como é possível ver nas fotos dessa matéria.

morto_luta_boxDesde 2008, quando o primeiro caso, de Ángel Medina, foi registrado, o costume se espalhou e ganhou diversos adeptos. Muitos querem que os seus parentes sejam lembrados por aquilo que gostavam de fazer, outros buscam algum conforto para a inevitável tristeza da perda. Outros ainda acreditam que o funeral, dessa maneira, dá a oportunidade de estar na companhia do ente amado mais uma vez.

A mãe de Jomar Collazo, à época de sua morte, afirmou que o expôs jogando dominó no bar que frequentava para que ele “celebrasse a sua última festa de aniversário”. Mas a realidade é que o seu filho não estava mais ali.

Após a morte

Em sua primeira carta aos tessalonicenses (na Bíblia em 1 Tessalonicenses 4.13), Paulo orienta:

“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecer”. Já aos coríntios, ele afirma que “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”.

(1 Coríntios 15.19)

O que ele quer dizer nessas mensagens é que o fim da vida na Terra é inevitável, mas não deve ser deprimente. Afinal, para quem tem a verdadeira esperança em Cristo, a morte aqui representa o nascimento para a Vida Eterna. O corpo torna-se uma mera representação de quem éramos fisicamente; algo que irá se deteriorar.

Em seu blog, o bispo Edir Macedo traz uma analogia sobre a vida após a morte. Nela, está claro que o homem desconhece a infinidade do que o espera na eternidade.

Jesus afirmou:

“Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em Mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”

João 11.25,26

Mas atenção, Jesus destaca: “Quem crê em Mim…” Para quem não tiver uma vida com Deus, entregue ao Senhor Jesus, a eternidade será no lago de fogo e enxofre.

Por isso, a preocupação com os nossos entes queridos deve existir quando eles ainda estão aqui na Terra, em vida. De nada adianta expor os seus corpos “fantasiados” sem ter cuidado antes, enquanto estavam vivos, de oferecer a eles a oportunidade de conhecer o Único caminho que leva a Deus.

Quer saber qual é esse caminho? Quer saber como se preparar para quando chegar o momento de se despedir das pessoas que ama, ou de você mesmo desperdir-se desta vida? Participe da palestra da Direção Certa, neste domingo, em um Centro de Ajuda mais próximo de si, e entenda o que a Palavra de Deus diz sobre isso.

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