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Entenda por que a Coreia do Norte persegue tanto os cristãos

Internacional |

Ser cristão na Coreia do Norte é viver um constante risco de vida e perseguição. Esse foi o tema abordado durante o dia anual da política internacional Chiristian Concern, em evento realizado, no dia 24 de maio último, no Capitol Hill, em Washington, nos Estados Unidos (EUA).

Isso acontece porque, segundo ativistas da International Christian Concern – um grupo de defesa pela liberdade religiosa -, o Estado norte-coreano deseja exterminar os cristãos do país asiático.

Mas nem sempre foi assim: segundo o diretor executivo do Comitê para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, Greg Scarlatoiu, antes da década de 1950, quando houve a separação entre as duas Coreias, a parte norte era fortemente marcada pela presença do cristianismo. A capital, Pyongyang, chegou a ser conhecida como “Jerusalém do Oriente”.

O fator “Dinastia Kim”

Porém, o cenário mudou com a Segunda Guerra Mundial. No final desse grande conflito, a União Soviética – um estado socialista que surgiu na eurásia entre 1922 e 1991 – e os EUA separaram a Coreia em duas partes, a Norte e a Sul. Então, a rivalidade entre as duas recém-criadas nações se acentuou quando Kim Sung, apoiado pela União Soviética, avançou contra a Coreia do Sul para dominá-la. Os EUA intervieram apoiando a parte Sul. O conflito culminou em uma guerra que só ganhou uma relativa trégua em 1953. Desde então, a Coreia do Norte passou a ser dominada fortemente por um regime ditatorial socialista. Esse regime promove um culto extremista à dinastia Kim. O calendário do país, por exemplo, começa no ano em que Sung nasceu (1912).

Por esse motivo, o cristianismo, para o Estado da Coreia do Norte, apresenta-se como uma ameaça a esse regime, pois, “destrona” a linhagem de ditadores colocando Deus acima de tudo. Para eles, assim como para a maioria de líderes comunistas da história, a espiritualidade é um retrocesso, destacou Scarlatoiu.

Assim, em 1946, o Estado obrigou o fechamento de todas as igrejas do país. Contudo, o extremismo da perseguição religiosa começou apenas em 1962, quando Sung decretou que todos os líderes espirituais do país deveriam ser julgados e punidos.

Esse cenário é refletido na estatística, segundo Scarlatoiu: em 1948, 25% da população afirmava ter alguma crença religiosa, e atualmente esse contingente representa apenas 1%.

Scarlatoiu ainda acrescentou durante o encontro que os casos de perseguição contra cristãos no país foram documentados minuciosamente por ativistas. Sabe-se, por exemplo, que o culto cristão pode levar as pessoas à prisão, tortura ou até execução na Coreia do Norte.

País mais perigoso para cristãos

Segundo o relatório anual da ONG Open Doors, a Coreia do Norte é a líder no ranking dos países mais difíceis para cristãos viverem.

Fonte: Universal.org

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