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Estado Islâmico teme apenas Israel

Internacional |

IsraelTanqueJürgen Todenhöfer, que passou 10 dias com o grupo em Mosul em 2014, afirma que os combatentes não se intimidam com os EUA ou o Reino Unido

O repórter alemão Jürgen Todenhöfer, o único jornalista ocidental que teve permissão de entrar em território controlado pelo grupo terrorista, passou 10 dias atrás das linhas inimigas no Iraque e na Síria com o Estado Islâmico (EI), entrevistou um número de militantes e relatou que o grupo terrorista só teme o poderio militar de um exército: o de Israel.

Numa entrevista ao jornal“Jewish News”, o ex-membro do parlamento alemão e autor de “Os meus 10 dias no Estado Islâmico”afirma que Israel não está incluído na primeira fase da colonização no Oriente Médio. “O único país a quem o Estado Islâmico teme é Israel”, explicou Todenhӧfer.“Eles disseram-me que sabem que o exército israelita é forte demais para eles”.

Todenhӧfer alegou que faz parte da tática do EI atrair tropas ocidentais no solo e capturar soldados americanos e britânicos. “Eles pensam que podem derrotar as tropas terrestres americanas e britânicas que, segundo eles, não têm qualquer experiência em combates de guerrilha ou estratégias terroristas. Mas eles sabem que os israelitas são muito difíceis quando lutam contra guerrilheiros e terroristas”.

IslaTemeIsraelO ex-político disse que os militantes do EI que conheceu alegam não ter medo dos soldados britânicos ou americanos, mas acreditam que as Forças de Defesa de Israel (IDF) são o “perigo real”.

Os soldados jihadistas aparentam perceber o IDF como o único exército a oferecer uma ameaça concreta aos seus projetos expansionistas. O jornalista argumenta que o grupo terrorista também entende Israel como uma nação que poderia ser capaz de enfrentar uma guerra de guerrilhas, pelas experiências da nação nos confrontos com o Hamas, o Hezbollah e o Fatah, muitas vezes em territórios urbanos, e com a necessidade de destruição de redes de túneis secretos construídos pelos extremistas islâmicos para a movimentação de tropas e o transporte de armas.

O jornalista acredita que o Estado Islâmico esteja a preparar “a maior limpeza étnico-religiosa da História”, especificamente contra judeus, cristãos e muçulmanos de orientação diferente da dos sunitas. Ele diz: “enquanto os terroristas do ISIS podem estar, eventualmente, dispostos a tolerar a presença de judeus e de cristãos através do pagamento da jizya (imposto especial que deve ser pago pelos não-muçulmanos, cujo não-cumprimento leva à execução do infiel), o destino dos muçulmanos xiitas sob o domínio do novo califado é a morte certa”.

As informações trazidas por Jürgen Todenhöfer sugerem o motivo da mensagem enviada pelo líder da organização terrorista aos países ocidentais: o califa desafiou os Estados Unidos e Israel, ameaçando os judeus de extermínio num áudio de 24 minutos, espalhado nos sites ligados ao Estado Islâmico, no momento de fraqueza do grupo após a entrada da Rússia e da França no conflito, que levaram à retoma de territórios por parte de tropas do exército oficial da Síria.

Com informações: The Independent

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1 comentário

Sandro Molina Responder 19 Julho, 2016 às 0:31

Não concordo totalmente! Em ordem de tremor, eu diria: 1) RÚSSIA; 2) CHINA; 3) ISRAEL; 4) CURDOS (principalmente as mulheres curdas)!