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Ex-juiz é condenado a 17 anos de prisão por lavagem de dinheiro e fuga aos impostos

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Rocha MattosRocha Mattos, que assinou as convocações de inquérito ao Bispo Edir Macedo no início dos anos 1990, já tinha sido condenado por corrupção e tráfico de influência

O ex-juiz federal, João Carlos da Rocha Mattos, foi condenado pela Justiça Federal a 17 anos de prisão por lavagem de dinheiro e evasão de impostos, além de uma multa de 303 salários mínimos, que equivale a cerca de 240 mil reais, avançou a Agência Brasil.

Em 2003, Rocha Mattos foi preso durante a Operação Anaconda, da Polícia Federal, que desarticulou uma organização criminosa acusada de praticar crimes de corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e utilização de cargos públicos em benefício próprio, num esquema de venda de sentenças judiciais e, por isso, perdeu o cargo. Foi condenado a 12 anos de prisão e ficou quase oito anos na cadeia.

Rocha Mattos foi também o juiz que assinou as convocações de inquéritos ao Bispo Edir Macedo no auge das perseguições, no início dos anos 1990. O Bispo chegou a ser preso em 24 de maio de 1992, sob a acusação de charlatanismo, estelionato e curandeirismo, mas foi solto 11 dias depois e as acusações arquivadas por falta de provas.

Conta na Suíça
A condenação foi pedida pelo Ministério Público Federal. Rocha Mattos teria recebido valores sem origem justificada e remetido quantias para uma conta bancária na Suíça de forma ilegal. Ele teria contado com o auxílio da ex-esposa, Norma Regina Emílio Cunha, e do cunhado, Júlio César Emílio. Os dois também foram condenados na mesma ação.

Em 2003, o Ministério Público identificou mais de 500 mil dólares na casa de Norma e mais quase 800 mil reais em contas no Brasil e no exterior. Depois, com a quebra do sigilo bancário de Rocha Mattos, foi constatado um depósito de 116 mil reais. E uma investigação revelou a movimentação de 12 milhões de dólares numa conta do ex-juiz num banco suíço, sem conhecimento da Receita Federal Brasileira.

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1 comentário

Sergio Paulo Responder 18 Abril, 2015 às 11:06

prejurio com justica;ai falta ha rede esgoto