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Indiana amarra bebé em pedra para poder trabalhar

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indiana-amarrabebe-em-pedra2Sarta Kalara precisa trabalhar. Ela labuta na construção civil, cavando passagens de cabos elétricos, junto com seu marido e outras dezenas de pessoas.

Como na Índia, cidade Ahmedabad, faz muito calor, ela é obrigada a resistir temperaturas de aproximadamente 40º C enquanto trabalha.

As empresas na região estão mais preocupadas com o desempenho do que com a segurança de seus empregados, contratados em grupos nas pequenas vilas. Por isso, raramente o equipamento de proteção é mais do que um capacete.

Nas mãos, Sarta leva suas ferramentas de trabalho. Perto de si, Sarta tem uma pesada pedra com uma fita plástica amarrada. Do outro lado da fita, uma bebé.

Mais comum do que se imagina

indiana-amarrabebe-em-pedraShivani é a filha mais nova de Sarta e não tem quem cuide de si durante as nove horas diárias em que os pais trabalham. Por isso, a mãe a mantém presa sempre à alguma grande pedra que a impeça de ir para o meio da rua.

“Esse lugar tem o trânsito muito intenso, eu não tenho opção. Eu faço isso para a segurança dela”, conta Sarta que, apesar do choro da criança, segue amarrando tanto Shivani quanto seu outro filho de três anos de idade.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a Índia conta atualmente com 40 milhões de construtores civis, sendo 5 milhões mulheres. Por isso, é muito comum ver crianças rolando na terra, correndo nas ruas, ou amarradas enquanto os pais trabalham, já que as raras creches da região costumam ser pagas.

Quase todas as gravidezes dessas famílias foram acidentais. Os pais não se precaveram e agora os filhos sofrem.

A hora certa de ter filhos

Os palestrantes Renato e Cristiane Cardoso, autores do livro “Casamento Blindado”, defendem que para uma família ser bem-sucedida interna e externamente é necessário usar o raciocínio. Para o casal ter filhos, por exemplo, é preciso refletir, planejar detalhadamente, para que nem os pais nem a criança sofram com a falta de condições adequadas para a criação de um ser humano.

“É importante ter uma estabilidade econômica. Da hora em que nasce até que se forme numa faculdade, um filho traz gastos exorbitantes. O melhor é que o casal tenha o mínimo necessário, para garantir que a criança cresça com recursos que lhe proporcionem um bom desenvolvimento”, afirma o casal em seu Facebook.

Outro ponto abordado pelos apresentadores é o fato de muitas pessoas pensarem que um filho é capaz de restaurar o casamento que não está indo bem. “É um absurdo trazer uma criança ao mundo para tentar salvar a união. O casal tem que compartilhar a felicidade que já tem com o filho, e não esperar isso dele”, alertam.

É possível dizer que um casal que trabalha em condições análogas à escravidão moderna e precisa amarrar seus filhos bebês em pedras está adaptado e feliz, pronto para a criação das crianças?

Obviamente não. Esse é um caso extremo. Mas quantas crianças nascem sem que tenham sido planejadas, e os pais têm dificuldades em criá-las, ou por estarem em um relacionamento complicado ou por questões financeiras ou até mesmo por não terem tempo para dedicar-se a um bebé?

“O mais difícil não é trazer ao mundo uma criança. A principal missão é educá-la! Para isso ela precisará de pais que se amem antes de amá-la e de um ambiente em que o diálogo, o amor e o respeito sejam verdadeiros”, conclui o casal.

Estabelecer uma família sólida para a educação de um ser humano não é fácil. Por isso, no Centro de Ajuda existe uma reunião que contribui para a transformação das famílias, todos os domingos, às 9h30. Participe e descubra o melhor caminho para guiar sua família. Veja aqui a morada mais próxima de si.

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