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O que uma policial do Bope aprendeu no Godllywood

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bope1.690x460“Meu nome é Rosimeire Andrade de Oliveira, tenho 32 anos e sou policial militar há 11 anos. Há um ano trabalho no Batalhão de Operações Policiais Especiais do Mato Grosso do Sul (Bope).

Entrar no ‘Godllywood’ para mim foi uma grande conquista. O grupo fez com que eu me enxergasse ‘grande’ e tirou de mim todo complexo de inferioridade que me acompanhava desde a adolescência. Eu me achava feia, não tinha segurança nenhuma em nada que fazia e me sentia incapaz de fazer qualquer coisa bem-feita.

Aprendi muito durante o Rush, principalmente fazendo a leitura dos livros que eu escolhi e da Bíblia. Quando li Nos Passos de Jesus, do Bispo Macedo, aliado à leitura da Bíblia, passei a controlar as palavras pronunciadas. Entendi que devemos vigiar o que falamos, porque o que proferimos pode ser uma fonte de bênção ou de maldição.

É impossível o Espírito Santo não transformar a vida daquele que está realmente disposto a mudar. Nossa mudança é de dentro para fora e nosso exterior reflete como está nosso espírito. Digo isso porque sempre usei roupas curtíssimas como forma de mostrar meu corpo e esconder o vazio que existia dentro de mim.

O Rush me mostrou quanto uma mulher pode demonstrar poder, beleza e mistério estando bem vestida, proporcionado segurança a si mesma, como diz Cristiane Cardoso em um de seus livros.

bope2.690x460Uma coisa que eu não fazia, por medo de ser criticada, era postar mensagens de fé. Hoje sei da grande importância que é evangelizar nas redes sociais. Agora eu tenho prazer em postar mensagens e já vi alguns resultados com isso. A intenção não é receber o maior número de curtidas, mas que o Espírito Santo fale com alguém por meio da mensagem postada.

Não poderia deixar de falar de uma grande conquista familiar. Ao longo dos anos, meus pais e eu nos distanciamos muito. A ternura e o carinho foram se perdendo e só conversávamos o necessário – isso quando não estávamos discutindo por qualquer coisa. Quando comecei a fazer os desafios do Rush não tive dificuldades inicialmente, mas quando as metas envolviam meus pais sentia que teria que travar uma luta contra mim mesma.

Quando chegou o último mês, havia a tarefa Surpreender. Então conversei com Deus e pedi para que Ele me mostrasse o que eu deveria fazer. No mesmo momento recebi a resposta dentro de mim: eu deveria falar que eu amava meu pai e demonstrar carinho. Confesso que não foi fácil. Relutei, ensaiei para falar com ele, mas aconteceu.

Numa certa manhã disse a ele que gostaria muito que ele parasse de beber porque eu o amava e queria o bem dele. Ele se emocionou muito, afinal, há anos não trocávamos palavras de afeto. Foi uma sensação maravilhosa e senti um alívio imenso.

Como escreve Cristiane Cardoso no livro A Mulher V, as pessoas mudam quando a gente muda. Foi o que eu aprendi. Precisei mudar meu comportamento, meu temperamento e controlar minhas reações para então cuidar dos meus pais. Hoje eles estão indo à igreja comigo.

Além das experiências já citadas, aprendi a necessidade de estarmos diariamente nos alimentando das coisas de Deus para permanecermos firmes na guerra dia após dia e a não nos importarmos com o julgamento das pessoas porque, se o Senhor Jesus não nos condena, em hipótese alguma devemos aceitar acusações de alguém.

Eu sou imensamente grata a tudo que o ‘Godllywood’ me proporciona. Hoje vejo o quanto Deus foi zeloso comigo. Ele esteve sempre do meu lado, cuidando de mim. Antes eu pensava que era uma pessoa inútil para este mundo, hoje eu ganho almas para o nosso Senhor Jesus. Que honra!”

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