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Publicar ou não fotos dos filhos no Facebook?

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FotosFilhosInternetDe cada vez que fizer um post com fotos do seu rebento está-lhe a criar um perfil online duradouro e potencialmente problemático

Goste ou não, o Facebook faz parte da vida moderna e, com a chegada dos smartphones, atualizar o seu estado não custa quase nada. Contudo, há que pensar que tanta rapidez e facilidade levam-no a pensar muito menos no que vai publicar do que antes quando tinha de chegar a casa, ligar o computador e só aí contar ao resto do mundo o que tinha andado a fazer.

Por vezes, até se arrepende das fotos que publica ou dos comentários que faz online, mas você é adulto. E no caso das crianças?

A grande maioria das pessoas já publicou ou já pensou em publicar nas redes sociais fotos das suas crianças, mas será que é seguro ou ético publicar algo sobre alguém que não pode dar o seu consentimento?

De acordo com um estudo americano recentemente divulgado, 63% das mães utiliza o Facebook e 97% destas afirma já ter publicado fotos dos seus filhos. Para além disso, 89% das progenitoras atualiza regularmente o estado dos seus filhos online e 46% partilha vídeos dos seus rebentos.

Para a diretora do Oxford Internet Institute, Victoria Nash, existem dois cuidados a ter relativamente às informações sobre crianças que se partilham online: “em primeiro lugar, é preciso ter atenção à quantidade de informação disponibilizada, como a data e o local de nascimento, o nome completo da criança ou associar o local a uma foto partilhada, pois tudo isso pode ser usado por quem decidir roubar a identidade do seu filho. Em segundo lugar, temos de pensar na questão do consentimento. Que tipo de informação os seus filhos gostariam de ver publicada sobre eles quando forem mais velhos?”

Sonia Livingstone, professora de psicologia social na London School of Economics e especialista em crianças e Internet, refere que a natureza do que é publicado é muito importante: “nem todas as fotos podem vir a tornar-se problemáticas quando publicadas, mas, por exemplo, uma em que o seu filho esteja a fazer uma birra ou em que tenha a marca do diabo no braço poderá vir a ter um ‘custo’ no futuro. Ao disponibilizar informação online sobre o seu filho poderá não só estar a colocá-lo em risco no presente, mas também no futuro”.

Sobre a questão de os pais terem cuidados extra para não publicarem determinada informação sobre os filhos, Victoria Nash explica que “a não ser que não publique absolutamente nada, não existe proteção perfeita. Mas a maioria dos progenitores tenta encontrar um ponto de equilíbrio que os deixe satisfeitos, publicando fotos ou contando histórias sobre os seus filhos sem usar o seu nome real ou sem os identificar”.

Para Sarita Yardi Schoenebeck, da universidade de Michigan, que investiga a relação das mães com as redes sociais, estes cuidados podem parecer bons agora, mas e daqui a 10 ou 20 anos, quando as crianças de hoje atingirem a idade adulta. “É difícil saber como o Facebook estará daqui a 15 ou 20 anos”, alerta a mesma.

Hoje em dia, o Facebook e outras redes sociais utilizam os dados pessoais que recolhem para ajudar os seus anunciantes a atingirem o seu público alvo, pois é assim que ganham dinheiro. Mas este modelo de negócios poderá vir a mudar e novas ferramentas que ajudam a capturar a informação pessoal estão sempre em desenvolvimento.

“É cada vez mais difícil assegurar o anonimato online. As passwords e as fotos são facilmente pirateadas e quanto mais informação estiver disponível online mais fácil se torna seguir as ‘migalhas’ digitais até uma pessoa”, esclarece Amy Webb, CEO da empresa de estratégia digital Webbmedia Group.

Para Alice Marwick, que dá palestras sobre as redes sociais e a cultura digital na Fordham University em Nova Iorque, surge como provável o cenário de que uma foto de uma criança de 4 anos publicada hoje seja ligada a outra que seja publicada quando tiver 10 anos e, posteriormente, ao perfil do Facebook e de outras redes sociais. “É algo que a pessoa poderá não vir a ter qualquer controlo. O cenário mais catastrófico é aquele em que um perfil perseguirá a pessoa por todo o lado, a que todo o tipo de organismos terá acesso e que poderá ser usado no futuro para decidirem se terá direito a empréstimo para estudos, se a sua candidatura à faculdade será aprovada ou se poderá fazer uma hipoteca”, refere a mesma.

(Fonte: theguardian.com)

O real valor da família

“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”

(Deuteronómio 6.5-7)

Atualmente, uma das preocupações de muitos pais e mães é publicarem no Facebook e noutras redes sociais tudo o que o seu filho faz ou diz, ilustrando cada post com uma foto ou um vídeo. Mas não será mais importante desfrutar ao máximo de cada momento passado em família e de cada motivo de orgulho que o seu filho lhe dá? Aproveite cada minuto passado em família sem se preocupar em mostrar ao mundo tudo o que se passa na sua vida.

Traga a sua família e venha participar na reunião de domingo, às 9h30, no Centro de Ajuda, buscando a direção e a bênção de Deus para o seu lar!

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