“Se eu tivesse desistido há 20 anos…”

Ana Jorge curou uma depressão que a acompanhava há 23 anos, conseguiu que o filho se curasse dos ataques de epilepsia, libertou-se da mágoa que sentia dentro de si e tem, finalmente, o seu marido ao seu lado no Centro de Ajuda

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A minha vida era assim: quando cheguei ao Centro de Ajuda (CdA) estava mesmo no fundo do poço. Trazia comigo uma depressão há 23 anos… Tinha sido epilética quando era pequena, a minha mãe também e o meu filho, que teve complicações à nascença, ficou também com epilepsia.

Ele acordava durante a noite sempre à mesma hora, ou às onze ou às duas, com o olhar revoltado e com uns esticões muito grandes, uma coisa sem explicação. Parecia um bicho autêntico! Eu ia com ele para o hospital e quando lá chegava o menino estava bem, não tinha nada! Os médicos duvidavam de mim e diziam que eu não estava bem. Esta situação prolongou-se durante três anos, andando eu sempre a caminho dos médicos. Foi nessa altura que comecei a entrar numa depressão muito grave. Não queria tomar banho, não podia ver o meu marido à frente, gritava com ele, não cuidava da casa, chorava por tudo e por nada…”, conta Ana.

“Eu nem conhecia a minha esposa, era uma pessoa completamente diferente. Ainda por cima nessa altura faleceu a mãe dela e ela queria estar todos os dias no cemitério”, acrescenta o marido de Ana.

“A minha mãe vivia perto de mim e, quando ela faleceu, eu ia para o cemitério e andava por lá a tratar da campa da minha mãe e das campas das outras pessoas. Quando chegava a casa, depois disso, não queria ouvir a voz do meu marido, nem a do meu filho.

Fechava-me no quarto e só queria ficar sozinha. Era como se fosse um zombie, uma morta viva e foi nesse estado que cheguei ao CdA”.

Processo de libertação
“O processo de libertação começou quando eu comecei a crer na Profecia e na Palavra de Deus. Sentia dentro de mim muita mágoa, por várias pessoas, nomeadamente da minha sogra e das minhas cunhadas. Quando comecei a ouvir a Palavra de Deus e a receber orientação de como é que devia agir no dia a dia, a primeira coisa que fiz dirigir-me a essas pessoas que me tinham tratado mal e pedi-lhes perdão. Foi um verdadeiro Sacrifício, pois elas tinham-me feito coisas muito graves e eu ainda assim pedi-lhes perdão. Entendi, nessa altura, que o Sacrifício começa por ser espiritual.

Ouvi a Palavra e perguntei a Deus o que queria de mim. Foi a minha Fé que me indicou qual deveria ser o meu Sacrifício. No início, não tinha o apoio do meu marido mas nem por isso me deixei intimidar. Entreguei-me completamente e desde aí que a minha vida sofreu uma transformação completa. O acontecimento mais recente foi o meu marido estar ao meu lado e vir ao CdA comigo, pois ninguém era mais cético do que ele, que não acreditava em nada, e hoje tem uma conceção totalmente diferente.

Assumi realmente a minha Fé e daí só retirei benefícios: fiquei curada da minha depressão, o meu filho está curado da epilepsia e já tem emprego. Hoje em dia, a minha vida está completamente diferente e sou uma pessoa muito feliz. O meu Sacrifício para Deus valeu a pena e a Profecia cumpriu-se na minha vida, tudo por nunca duvidar da Palavra de Deus”, conclui Ana.

Colaborou: JOANA OLIVEIRA | folhadeportugal.pt