Notícia

Terrorismo de arma branca

Internacional |

IsraelPalestinaO número de vítimas mortais desta nova vaga de violência israelo-palestiniana ronda já as quatro dezenas

A onda de violência em Israel e nos territórios palestinianos nas últimas duas semanas tem feito aumentar o receio de um terceiro levantamento popular palestiniano (Intifada), depois dos de 1987-1993 e 2000-2005, que causaram milhares de mortos.

As tensões entre palestinianos e israelitas ganharam nova expressão depois que um casal israelita foi morto a tiro na presença dos quatro filhos que ficaram feridos sem gravidade, quando circulava numa estrada da Cisjordânia, no dia 1 de outubro. A ação foi atribuída pelo governo de Israel ao Hamas. Desde, então, as autoridades israelitas condicionaram severamente o acesso à chamada Esplanada das Mesquitas, a homens palestinianos abaixo dos 50 anos e a mulheres. A decisão, bem como a ameaça de que os ataques contra israelitas serão punidos com inédita dureza, desencadeou motins que se estenderam de Jerusalém, à Cisjordânia e à Faixa de Gaza.

O processo de paz está parado, e têm sido inúmeros os casos de violência registados no último ano e meio, quase todos tendo como epicentro Jerusalém Oriental, sobretudo a Esplanada das Mesquitas, que inclui a Mesquita Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha, recinto que é sagrado tanto para judeus que o designam de Monte do Templo, como para muçulmanos que o chamam de Nobre Santuário. O recinto é o terceiro lugar mais sagrado do islão e o primeiro do judaísmo.

Incentivo ao terrorismo

Segundo notícia divulgada pela RTP, para o chefe do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, o surto de violência que agita Jerusalém e a Cisjordânia é uma nova intifada. “Apelamos ao reforço e ao acentuar da Intifada”, afirmou Haniyeh durante um sermão numa mesquita de Gaza. “É a única via que levará à libertação” dos territórios ocupados. “Gaza cumprirá o seu papel da Intifada de Jerusalém e está mais do que pronta para o confronto”, acrescentou.

PalestinoVários atentados

São já mais de 20 os ataques com armas brancas ocorridos em Israel nas últimas semanas, mais de metade dos quais em Jerusalém Oriental, mas, os ataques do dia 13 de outubro, que grupos palestinianos classificaram como o “Dia de Raiva”, foram os mais sangrentos desde que os esfaqueamentos começaram a suceder-se a um ritmo acelerado.
O incidente mais grave aconteceu quando dois homens, armados com armas de fogo e com facas, entraram num autocarro e atacaram os passageiros. De acordo com o jornal Haaretz, dois israelitas foram mortos e 16 ficaram feridos neste ataque, que ocorreu no bairro de Armon Hanatziv, em Jerusalém Oriental.

Minutos depois, outro palestiniano lançou o seu carro contra os passageiros que esperavam numa paragem de autocarro, num bairro ultra-ortodoxo de Jerusalém Ocidental. As imagens das câmaras de videovigilância mostram o homem a sair do veículo e a atacar quem passava com um cutelo, antes de ser abatido.
Ao longo das últimas duas semanas multiplicaram-se os ataques com arma branca, de palestinianos contra judeus, que causou a morte de sete israelitas e 33 palestinianos, entre os quais atacantes.

A maior vaga de violência de rua dos últimos anos instalou um clima de medo na histórica cidade.

Deixe o seu comentário

Ou preencha o formulário abaixo.

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *