Notícia

Universidade expulsa aluno cristão

Internacional |
aluno-cristao-expulso

Um aluno cristão está a processar a universidade do Missouri por ter sido expulso do seu mestrado em aconselhamento

Andrew Cash estava perto de concluir o seu mestrado em 2011 quando fez o internato no Instituto de Casamento e Família de Springfield, um centro de aconselhamento cristão onde trabalhava com casais sob a supervisão de pessoal especializado.

Cash arranjou problemas quando conseguiu convencer um professor a deixar que o Instituto desse uma aula sobre aconselhamento cristão. Um dos colegas de Cash perguntou ao diretor o que faria se tivesse de aconselhar um casal do mesmo sexo. O mesmo respondeu que os aconselharia como indivíduos mas não como casal por causa dos seus princípios religiosos acerca do casamento ser necessariamente heterosexual.

Pouco depois, o Instituto foi retirado da lista da universidade de agências supervisoras aprovadas, as 51 horas de aconselhamento supervisionado de Cash foram retiradas do seu currículo e, como parte de um programa de reeducação, teria de repetir duas cadeiras às quais já tinha passado e submeter-se a 10 horas de aconselhamento pessoal para “questões de contra-transferência”. Isto referir-se-ia ao facto de um conselheiro transferir inconscientemente emoções para os seus pacientes referentes ao que sentiria na sua vida pessoal.

Mas Cash lutou para que as suas horas de trabalho no Insituto fossem reconhecidas e recorreu diversas vezes junto de diferentes personalidades administrativas da universidade. Continuando também a defender a abordagem do Instituto, que considerou ser própria de um cristão.

De acordo com a queixa apresentada pelos seus advogados, os conselheiros da faculdade disseram a Cash que ele não deveria manter esta opinião, porque esta não era ética e contradizia o que é defendido pelo código de ética da Associação Americana de Aconselhamento, surgindo assim como discriminatório em relação à comunidade gay.

Cash está a processar os diretores da universidade e três membros da faculdade por violarem a sua liberdade de pensamento, discurso, religião e associação, causando-lhe sofrimento emocional e dificuldades financeiras ao destruir a sua carreira como conselheiro. Pede que seja readmitido no programa de mestrado e que seja compensado pelo sofrimento causado.

Discriminado pela sua crença

Até que ponto pode uma pessoa ser discriminada por causa dos seus princípios religiosos? Pode a fé de uma pessoa interferir com o bom desempenho do seu trabalho? Ou servir para o melhorar ainda mais?

Reflita acerca deste caso e deixe-nos a sua opinião.

Deixe o seu comentário

Ou preencha o formulário abaixo.


O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *