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Você evita ficar em casa com a família?

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Conheça a história de Eliziane e adquira 10 novos hábitos para unir os familiares

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Família, ohana, family, perhe, familie, famiglia. Não importa em qual região do mundo você esteja, o idioma pode até mudar, mas o significado da palavra família será sempre o mesmo: base, união, amor e respeito. Segundo o dicionário, família é o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar.

E, quando pensamos em um lar, imaginamos cenas como os pais reunidos com os filhos na mesa do jantar e os avôs contando histórias antigas para os netos, ou seja, imaginamos a base sólida de todos nós. Mas nem sempre é o que acontece. Milhares de pessoas vivem em meio a brigas, à desunião e ao desrespeito. E isso muitas vezes as leva a preencher o vazio que sentem e procurar a felicidade ao lado de pessoas que não sejam da família.

A assistente administrativa Eliziane Borba é um exemplo disso. Hoje com 36 anos, ela conta como foi sua infância. “Meus pais se divorciaram e eu e meu irmão crescemos com nossa mãe em meio a muitas brigas e agressões. A situação piorou quando eu estava com 16 anos: tentava apaziguar, queria encontrar uma solução, mas nada resolvia”, lembra Eliziane, que, naquela fase de sua história, estava em um divisor de águas. Você logo vai entender por quê.

Quando parece que não há mais solução

Quanto mais Eliziane tentava apartar as discussões, menos adiantava. Então, ela desistiu de buscar uma maneira para resolver a situação. “Eu passei a bater no meu irmão e um dia até tentei acertá-lo com uma faca”, revela.

Vivendo todo esse desequilíbrio familiar, começou a sair com os colegas do trabalho e da faculdade. “Comecei a frequentar baladas, viver mais nas ruas do que em casa e a fumar e beber todos os dias”, conta. A partir daí, o que já era ruim, só piorou. Também ficou desempregada e cada vez mais depressiva.

Segundo a psicóloga Bruna Gallano, a busca incessante de preencher a qualquer custo o vazio que a família deixa só traz problemas para o emocional de uma pessoa. “A desagregação familiar pode gerar conflitos contínuos e ocasionar nos membros da família traumas, sofrimento emocional, perda de referência externa e interna, resultando em desequilíbrio emocional e psicológico”, afirma a especialista.

“Passei a ver vultos, ouvir vozes, resolvi sair de casa e fui morar com meu namorado, que só me humilhava. Foram dois anos assim até que eu pensei em tirar minha própria vida”, desabafa Eliziane.

Até que um dia, de madrugada, ao trocar os canais de TV, Eliziane viu o pastor Édson Costa falando sobre a importância das pessoas lutarem para resolver seus problemas. “O jeito positivo dele falar mexeu comigo. Porque eu era assim quando adolescente. Foi aí que eu quis conhecer a Universal. Era, de fato, a última tentativa”, revela.

Procurado pela reportagem da Folha Universal, o pastor Édson Costa, hoje responsável pela evangelização no estado do Ceará, afirmou que “quem vem atrás de nós, vem seguindo nossas pegadas. Por isso, toda família precisa ter alguém de pulso forte e que busque a Deus para deixar pegadas positivas para os demais naquele ambiente”.

Os dois caminhos
vicios.300x200Ao citar no começo do texto que Eliziane vivia em um divisor de águas significa que enquanto o problema na família persistia ela tinha dois caminhos para seguir: lutar para resolvê-los ou buscar uma fuga. Naquele momento, ela optou por fugir e, com isso, quase perdeu a vida, pois pensava em suicídio.

Isso acontece na vida de muitos e, por isso, é fundamental que as pessoas cuidem de sua relação familiar e não desistam dela. Mas Eliziane aprendeu a superar as dificuldades e conta como conseguiu. “Eu encontrei minha autoestima, recuperei minha confiança na vida e em Deus e resolvi voltar para a casa da minha mãe. Chegando lá, pedi perdão a ela, ao meu irmão e reescrevi minha história”, emociona-se Eliziane.

Hoje, casada com o segurança patrimonial Gilmar Manzoni, de 45 anos, e mãe da linda Izadora, de 4 anos, ela sabe a importância de lutar para manter a família unida. “Temos nossas lutas, mas vencemos juntos. Faço questão de cultivar minha família para que a Izadora tenha mais vontade de ficar com a gente do que de procurar em outro ambiente algo para suprir nossa ausência”, completa.

Agora reflita
Há muitas Elizianes espalhadas pelo mundo afora: são pessoas que não sabem como lidar com as brigas no lar ou esposas e maridos que preferem fazer hora extra no trabalho a ter que ficar em casa. São as mais diversas situações e vários os motivos, mas que resumem o mesmo problema: a falta de união.

Os palestrantes e apresentadores do programa “The Love School”, Renato e Cristiane Cardoso, contam que cultivam detalhes do dia a dia para manter a união familiar. “Nós costumamos fazer as refeições juntos quando possível, vamos dormir sempre no mesmo horário, eu procuro estudar a Cristiane e ver o que a faz feliz”, revela Renato. “Sempre que estamos longe um do outro nos falamos por telefone para avisar onde estamos e saber se está tudo bem”, completa Cristiane.

Assim como Eliziane conseguiu reescrever sua história, você também pode. Basta aprender a lidar com os problemas no momento da dificuldade e incentivar o companheirismo. Cada um tem um modo de vida diferente e por isso é necessário encontrar a ferramenta adequada para promover a união e a felicidade. Então, comece hoje, e seja você a mudança que você quer ver no seu lar.

Incentive a união no seu lar
Incentive o diálogo. Converse com sua família sobre sonhos, planos e dificuldades

Pergunte como foi o dia e se está tudo bem com seus familiares

Faça refeições com seu marido e filhos, sempre que possível

Promova atividades em conjunto: viajar ou tomar um sorvete, por exemplo

Peça ajuda quando for preciso. Isso facilitará na tomada de decisões

Reconheça seus próprios erros

Seja um exemplo

Demonstre afeto, atenção e interesse

Valorize as brincadeiras de seus filhos e se interesse pelos estudos escolares

Divida responsabilidades dentro de casa

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