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Você seria capaz?

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o-FERNANDEZ-ANAYA-facebook.690x460Ivan Fernandez Anaya treinou muitos meses até chegar ali.

Era uma corrida em sua “casa”, na cidade de Navarra, Espanha, onde todo o público torcia para que um compatriota levasse o ouro. Ivan dedicou-se e deu o melhor de si em toda a corrida e, passo após passo, buscou a vitória e, quando ela chegou, ele a dispensou.

Acontece que outro corredor, o queniano campeão olímpico Abel Mutai, liderava a prova até a reta final, com grande vantagem sobre Ivan, o segundo colocado. Faltando cerca de 15 metros para a linha de chegada, Abel parou de correr.

“Vejo que ele para e não cruza a linha de chegada”, conta Ivan. “As pessoas presentes tentam ajudar dizendo-lhe para seguir adiante, mas, é claro, ele não entende o castelhano e crê que já cruzou a linha de chegada. Ele foi superior a mim em toda a corrida e o único intento que tive foi o de levá-lo até a linha de chegada”.

Ivan poderia ter ignorado o adversário e cruzado a meta em primeiro lugar, mas a honra e a honestidade que aprendeu desde criança não o deixaram sequer considerar essa hipótese.

Ao final, Ivan sacrificou a medalha de ouro, o dinheiro do prêmio, o título, todos os meses de treinamento e a dedicação durante a prova por alguém que ele não conhecia e, provavelmente, não veria novamente. Ele abriu mão de seu objetivo para fazer o que era moralmente certo.

Assista ao vídeo do momento em que isso aconteceu:

E você, o que faria?

“Foi a coisa mais bonita que me aconteceu nesses 15 anos de atletismo, muito mais que uma vitória”, declarou Ivan meses após o evento.

Mas por que ele se sentiria tão bem por ter aberto mão da premiação? Apesar do sacrifício, Ivan decidiu fazer o que era certo, ele optou pelo prazer a longo prazo ao invés do prazer imediato.

O bispo Júlio Freitas explica em seu site que o sacrifício deve estar presente no homem, qualquer que seja seu objetivo. “O sacrifício é essencial para a fé cristã”, explica ele. “Jesus disse que se a pessoa não está preparada para deixar (sacrificar) tudo o que tem, até a sua própria vida, não pode ser Seu discípulo”.

De acordo com o bispo, sacrificar significa abrir mão de algo por um propósito ou um ideal. No caso de Ivan, o ideal naquele momento foi estar em paz com sua moral, seus sentimentos. Ele não estaria feliz se ganhasse sem ser por seus próprios méritos.

A vida é feita de sacrifícios e somente através deles é possível alcançar a vitória. “Ninguém pode conquistar sem sacrificar. Se uma criança quer ter boas notas na escola, tem que sacrificar. Se, mais tarde, quiser um curso superior, terá, igualmente, que sacrificar. Se uma pessoa deseja casar, terá também de sacrificar. Se você quiser ser bem-sucedido em algum negócio, deve sacrificar. Se alguém quiser ter filhos… sacrificar. E assim por diante”, conclui o bispo.

E você? Teria feito o mesmo que Ivan? Deixe seu comentário contando qual seria a reação se tivesse que escolher entre ser premiado ou ajudar alguém.

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