Anorexia: o espelho que mente

anorexia1A perturbação do comportamento alimentar, apresenta resultados que não devem ser ignorados, pois existem casos que levam ao internamento e até à morte.

Dentro delas há uma voz que ecoa, repetidamente e insistentemente: “tu és gorda”, e mesmo que a balança grite o contrário, elas não conseguem ouvir, nem ver.
Para tudo na vida, deve ser usado o bom senso e há que procurar nunca seguir pelo caminho dos excessos, pois sempre que há “desvios”, o organismo emite sinais, mas é preciso saber interpretá-los.

Na sua maioria, os casos de anorexia são diagnosticados em mulheres, normalmente jovens, que perdem a capacidade de interpretar o seu corpo.
Estão excessivamente magras, com desequilíbrios alimentares, mas ao olhar para o espelho veem-se gordas, julgando assim que existe uma necessidade de emagrecer, fazendo contas às calorias consumidas e não acreditando quando as pessoas lhe dizem que estão muito magras.

anorexia2Análise de processos

O Hospital D. Estefânia analisou processos de crianças e jovens internados entre 2012 e 2014, com perturbações do comportamento alimentar, dos quais 91 por cento são raparigas, com uma idade média de 14 anos e, em 60 por cento dos casos é lhes diagnosticada uma anorexia nervosa do tipo restritivo.

Este tipo de anorexia é a mais comum das perturbações na amostra analisada, e consiste na redução de ingestão de alimentos tendo uma perturbação na percepção da imagem, medo de aumentar de peso e, contrariamente à “anorexia tipo purgativo”, tende a não recorrer ao vómito e a laxantes, como meio para perder peso.

A anorexia é uma doença silenciosa, e também a terceira doença crónica mais comum entre as adolescentes, depois da obesidade e da asma, matando cerca de dois por cento dos que dela sofrem, o que é uma taxa de mortalidade importante. A causa da morte, geralmente está ligada à desnutrição ou ao suicídio.

 

anorexia3Mais do que uma questão física

Segundo a análise do Hospital D. Estefânia o período de internamento de crianças e adolescentes, nesta situação, no intervalo de análise foi bastante significativo, com uma média de duração do internamento de 51 dias, o que são considerados internamentos longos. Do número de jovens internados, 23 por cento foram internados mais do que uma vez ao longo do período em análise.
Mas a doença é mais do que uma questão física pois, de acordo com alguns estudos, normalmente, estas jovens sofrem de perturbações de humor, ansiedade, são alunas excelentes, têm traços obsessivos e são muito preocupadas e rigorosas com o seu desempenho.

Para superar há quem acredite, que primeiro tem de haver um trabalho conjunto de médicos e psicólogos, para que as mesmas reconheçam e aceitem a ajuda. Por outro lado, há quem defenda que truques como deitar fora a balança, ver se está em forma pela roupa, se a mesma serve no número adequado, ver-se gorda no espelho e voltar a ver-se no dia seguinte e confirmar se percebeu bem a mensagem, também é útil. Porém é sobretudo importante aprender a viver e abandonar a ideia de que se pode controlar tudo,
até o corpo.

Nesta terça-feira, será o dia do FIM DA DOENÇA

Porque tudo na vida tem um princípio e um fim!

“Eu sou o Princípio e o Fim.”

(Apocalipse 21.6)

Escreva as doenças a que quer pôr um ponto final na sua vida e entregue no CdA mais perto de si. Clique aqui para ver as moradas.

Deixe o seu comentário

Ou preencha o formulário abaixo.

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *