Comprimido para prevenir VIH será testado em Portugal

VIH_portugalSegundo a informação do presidente da Abraço (Associação de Apoio a Pessoas com VIH/SIDA), falta apostar financeiramente e monitorizar as campanhas que alertam o perigo da doença.

O nosso país não tem apostado nas campanhas de divulgação e têm faltado apoios para tal.
“Portugal pode congratular-se por ter conseguido controlar a infeção e por já ter indicadores de uma diminuição progressiva, lenta mas progressiva. Falta-nos dar o salto para intervenções dirigidas e que permitam uma resposta para cada público”, esclarece o presidente da Abraço, Gonçalo Lobo, ao Diário de Notícias.

Diante deste panorama, Portugal escolheu receber o teste de um comprimido de prevenção ao vírus da SIDA, mas os especialistas temem o aumento de comportamentos de risco.

VIHMedicamentos de prevenção do VIH

Os métodos contracetivos sempre foram as melhores opções e os mais divulgados, desde a escola até às principais concentrações e palestras efetuadas especificamente sobre o tema.

Mas a ciência também está em constante evolução e Portugal passará a usar medicamentos contra a infeção VIH/SIDA em pessoas que não têm a doença, ou seja, será um comprimido de prevenção e não de cura.

O objetivo é avançar com o projeto piloto na população de homens que têm sexo com homens, mas apenas entre aqueles que corram maior risco de infeção.

As perspetivas do estudo

Apesar de haver estudos que comprovam o sucesso do tratamento, que consiste apenas em tomar um comprimido por dia, há especialistas que temem que haja mais comportamentos de risco e sexo desprotegido.

A escolha do grupo específico como amostra para o projeto piloto, deve-se a uma tendência do mundo ocidental.
“A proporção de novas infeções neste grupo está a aumentar em relação a outros onde houve uma descida mais visível, como o grupo dos utilizadores de drogas injetáveis. Apesar de haver menos casos, não está a haver uma descida significativa”, frisa António Diniz, diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA ao Diário de Notícias.

A profilaxia pré-exposição (PrEP), nome dado ao tratamento, está a ser avaliada internacionalmente e já está em aplicação em França e nos Estados Unidos, com registo de casos de sucesso.

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