É possível melhorar a vida dos idosos

Elderly_CoupleVários especialistas apresentam uma série de recomendações para estimular políticas e criar boas práticas promotoras do envelhecimento ativo e saudável.

As recomendações, resultantes do trabalho realizado pelo consórcio nacional Ageing@Coimbra, região europeia de referência para o envelhecimento ativo e saudável, serão apresentadas num debate, no auditório da Assembleia da República, que reúnirá deputados, membros do Parlamento e de entidades das áreas sociais, da saúde e da sociedade civil.
À agência Lusa, o coordenador científico do Ageing@Coimbra, João Malva, explicou que estas recomendações passam por algumas medidas preventivas e de promoção de saúde que visam uma vida melhor, mais ativa e mais saudável, adaptada à idade avançada.
“Temos um enorme problema relacionado com o envelhecimento das populações”, existindo um número cada vez maior de idosos e um menor número de jovens adultos em idade produtiva, explicou.
Esta situação causa “grandes problemas a nível da integração dos idosos na vida ativa das sociedades”, mas também nos sistemas de saúde e apoio social.
“Há um grande número de cidadãos que tem má qualidade de vida”, diferentes doenças crónicas e vão perdendo funcionalidades, dignidade, acabando por “estar mais excluídos da sociedade produtiva”, ao que acresce ainda o grande número de pessoas que depende de ajuda da sociedade.

Combater a má qualidade de vida nos idosos
O objetivo é combater este tipo de situações, através de medidas como a promoção de uma maior integração entre o sistema de acompanhamento social e cuidados de saúde no idoso, para que funcionem no mesmo sentido, por exemplo.
Em termos de doenças, o que se pretende é “atacar a doença crónica e geri-la convenientemente, de modo a devolver saúde às pessoas, evitar a polimedicação e prevenir a fragilidade física, cognitiva e imunitária”, explica à Lusa.
Também as políticas e os espaços urbanos e rurais devem ser “amigos” dos idosos, facilitando a sua integração. A promoção da investigação e do conhecimento sobre o envelhecimento para se “conseguir criar uma sociedade mais culta” sobre este problema é outra das propostas.
“Se a sociedade entender melhor o problema está mais recetiva a implementar as boas práticas para o resolver”, defendeu João Malva, advertindo que, até 2050, Portugal será um dos 10 países mais envelhecidos do mundo.
Para já, estas recomendações visam, sobretudo, sensibilizar a população. “Só com o fortíssimo apoio da sociedade a estas causas é que os decisores políticos e os decisores de um modo geral podem tomar decisões de fundo e levar à prática as alterações”, conclui.

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