Mais de metade das pessoas tornam-se doentes devido à Internet

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De acordo, com um estudo publicado na revista Computers in Human Behaviour, dos 641 utilizadores de Internet inqueridos, sensivelmente 81 apresentavam “risco elevado” de desenvolvimento de adição à Internet.

O estudo decorreu entre agosto de 2014 e maio de 2015, e contou com a participação de 641 utilizadores de Internet, portugueses. Visou “adaptar para Portugal uma metodologia científica que auxilie o diagnóstico da adição à Internet, em contexto clínico”, disse à agência Lusa o coordenador da investigação, Halley Pontes.

A adição à Internet pode ser vista com uma doença proveniente de sentimentos e que leva a uma dependência.

Um dependente pode ser definido como alguém que tem os seus pensamentos e comportamentos orientados apenas para aquela finalidade, que neste caso é a utilização de Internet.

Por sua vez, a adição à Internet pode ser definida como um transtorno do impulso que não envolve intoxicação, por isso, é facilmente confundido com um hábito, quando já se tornou um vício.

O estudo teve em conta os padrões comportamentais online de cada indivíduo inquerido, concluindo que 12,6 por cento dos inquiridos apresentavam “risco elevado” de desenvolvimento da adição à Internet, 40,7 por cento “médio risco” e 46,7 por cento “risco reduzido”.

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Motivos para a dependência

O coordenador da investigação, explicou que esta dependência pode ser o resultado do “contexto comunicacional único oferecido pela Internet”, e também, pelo “uso excessivo e problemático” de conteúdos e aplicações específicos, como conteúdos para adultos, apostas online, videojogos, entre outros.

“Se considerarmos a população em Portugal, isto significa que dos 10.562.178 residentes, cerca de 1.330.834 portugueses poderão estar em situação de elevada vulnerabilidade e risco de virem a desenvolver adição à Internet futuramente”, advertiu Halley Pontes.

Se sente que se está a tornar dependente da Internet, avalie os seus comportamentos, o tempo de uso, a frequência, os principais tópicos visitados, o que os torna atrativos, e quais os problemas que o uso excessivo da Internet já causou na sua vida.

Os utilizadores caracterizados com “risco elevado” de desenvolver uma dependência, apresentam um padrão de uso da Internet como “automedicação”. Se, ao analisar os seus comportamentos, verifica que utiliza a Internet para se sentir melhor e fugir a estados de humor desfavoráveis ou depressivos, procure ajuda, pare e pense na sua vida antes de se tornar dependente e, sobretudo, invista no relacionamento com as pessoas ao seu redor.

Com informações de: Folha de Portugal

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