O homem que incendiou a Madeira

homem-incendiou-madeiraTrês dias de incêndios, 55 milhões euros de prejuízos, três vítimas mortais, dois feridos graves e mais de 200 feridos ligeiros é este o balanço provisório da tragédia provocada por mão criminosa

Paulo Gonçalves, 24 anos, abandonado pelos pais em criança, entregue a uma família adotiva com quem viveu até atingir a maioridade e com quem hoje não tem qualquer contacto, entrou cedo no mundo das drogas e do álcool.

Chegou a dormir na rua e acabou por conhecer o homem que lhe daria a mão. Há três anos, foi morar para casa do “padrinho”, como lhe chamava, em São Roque. Mas junto dos vizinhos sempre levantou suspeitas, por causa do seu comportamento agressivo e das constantes ameaças.

Apesar de já ter sido sinalizado como um potencial incendiário e das constantes idas da polícia ao bairro onde morava, Paulo decidiu colocar em prática as ameaças feitas. Pegou fogo mesmo atrás da casa onde morava com o “padrinho”, a quem confessou o que tinha feito mal entrou em casa.

Foi o próprio “padrinho” quem o denunciou à polícia e Paulo foi detido pouco tempo após supostamente ter dado início ao incêndio que quase destruiu a Madeira.

Pecado e perdão

“Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, pois grandioso é em perdoar.”

(Isaías 55.7)

Quando a base do ser humano lhe falha, este tende a perder o chão e a escolher os piores caminhos. Na ausência de uma família unida, o ser humano perde-se neste mundo e acaba, muitas vezes, por cometer as maiores atrocidades. Mas mesmo para estes seres humanos perdidos e excluídos pela sociedade, o Centro de Ajuda tem sempre uma palavra de Fé e esperança.

Foto: Gregório Cunha/Lusa

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