O regresso do filho pródigo

Domingo-070816-TMNo passado domingo, dia 7 de agosto, foi dada a oportunidade a todos os filhos de voltarem para junto do Pai

O Bispo Carlos Rocha deu início à reunião de domingo, das 9h30, focando o alicerce da vida de todo o ser humano, a família. “Enquanto nós oramos aqui, Deus vai colocar anjos junto dos seus familiares, para os libertar dos problemas que os atormentam, para os proteger e guardar de todo o mal”.

Seguiu-se a consagração dos Primogénitos, “para que assim como nós determinarmos, assim sucederá na sua vida”, continuou o orador.

Aproxime-se do Pai!

“E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.”

(Lucas 15.14-16)

Influenciado, o filho pródigo decidiu pedir ao pai a herança que lhe corresponderia e afastou-se da família, indo para um lugar distante e pensando que conseguiria viver sozinho. Enquanto teve dinheiro, era bem vindo naquela terra, vivendo dissolutamente e gastando tudo o que tinha. Foi aí que começou a passar necessidades e teve de ir para o campo tomar conta de porcos, mas ninguém lhe dava nada.

“Sabe porque é que você tem valor para o diabo? Por causa da Fé, da paz e da consciência limpa diante de Deus que você tem. Tudo o que o diabo quer é afastá-lo de Deus e assim que você perder tudo aquilo que de valor tem – a sua Fé em Deus, a sua paz e a certeza da sua Salvação – você deixará de ter qualquer valor para ele”, explicou o Bispo.

“E, tornando em si, disse: Quanto empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!”

(Lc 15.17)

Outrora, o jovem apenas fazia uso da emoção, mas agora pensou, apelando assim para a consciência, para a razão.

“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus empregados”

(Lc 15.18-19)

O pecado não deixa a pessoa ver-se como digna de falar com Deus, de ser chamada de Sua filha. “Mas o pecado não o pode impedir de falar com Deus, tal como não podia impedir aquele jovem de se dirigir ao seu pai, de admitir o seu erro e de lhe pedir perdão, mesmo que o pai não o aceitasse.

bp-carlos-rÉ este o tipo de relacionamento que Deus quer que você tenha com Ele: apesar de você ter pecado e de não ter a certeza de que Ele o vai aceitar, você terá sempre a certeza de que Ele o vai ouvir”, salientou o orador.

“E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou”

(Lc 15.20)

Apesar de este jovem vir irreconhecível, o pai conseguiu reconhecê-lo. “Ainda que você ou os outros não reconheçam mais as suas atitudes, a sua maneira de ser, Deus reconhece-o de longe, Ele sabe bem quem você é”, referiu o Bispo.

“E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.”

(Lc 15.21)

O que este jovem disse que ia fazer, ele fez. “Contudo, muitas pessoas na hora do aperto dizem que a partir daquele dia vão buscar mais a Deus, fazer mais a Sua Vontade… mas depois de passar o aperto, depressa se esquecem do que tinham prometido fazer”, frisou o orador.

“Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.”

(Lc 15.22-24)

Deus, aqui representado por este pai, acabou por dar ao seu filho mais do que ele esperava. O jovem tinha esperado que, pelo menos, o pai o tomasse como um dos seus empregados, voltando humilde, cabisbaixo e disposto a servir ao pai, só para poder estar perto dele.

“E é isso que Deus espera de cada um de nós! Deus quer ter-nos como filhos, mas espera que nós sejamos capazes de O servir, de nos humilharmos perante Ele. Então, primeiro, temos que nos aproximar de Deus para O servir, e aí Ele faz mais do que nós Lhe pedimos”, enfatizou o Bispo Carlos Rocha.

Este jovem voltou para casa sujo, desonrado, mas o pai mandou que lhe dessem as melhores roupas e o anel com o brasão da família, ou seja, o pai devolveu-lhe a honra de voltar a ser da família. Tudo isso aconteceu porque o jovem voltou disposto a fazer qualquer coisa, desde que pudesse voltar a ficar perto do pai.

Está escrito na Bíblia que quando um pecador se arrepende há uma festa no céu. “Se este é o seu caso, de filho pródigo, você tem a oportunidade de se aproximar do Pai e de voltar para a Sua Presença!”, concluiu o orador.

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