Perturbações afetam 1/3 dos portugueses

Vazio, medo, ansiedade, nervosismo, falta de equilíbrio, inconstância, desespero, tristeza contínua, apatia, fadiga, sensação de fraqueza… as perturbações interiores têm vindo a deteriorar cada vez mais a qualidade de vida dos cidadãos

Mais ou menos fáceis de lidar… a realidade é que todas as pessoas têm problemas, o que difere de indivíduo para indivíduo é a sua capacidade de ultrapassá-los ou de lidar com os mesmos. As emoções de tristeza, mágoa, ansiedade, revolta ou desespero absoluto, perturbam o nosso interior e deprimem-nos.

Por vezes, estas emoções são muito fortes e, por isso, não nos conseguimos libertar emocionalmente delas. Vivemos, assim, muito tempo com este peso, com estas sensações e sentimentos, dia após dia, acumulando emoções negativas, o que nos leva a um estado de absoluta incapacidade para lidar com este estado emocional negativo, culminando na vontade de acabar com tudo.

CASOS DE SUICÍDIO.
No mesmo dia em que o seu grande amigo, Chris Cornell, que se suicidou dois meses antes fazia 53 anos, Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park, acabou com a sua vida, da mesma forma que o seu amigo o fizera. As motivações de ambos? Depressão, problemas de adição, um passado de abusos… tudo perturbações no mais profundo do seu interior, que se traduziram no desejo de desistir da vida.

Quando se atinge este ponto de desespero, já nada parece fazer a pessoa voltar atrás, pensando nos que ficam a sofrer com o seu ato, pois, apenas o que lhes importa é colocar um fim ao seu sofrimento e é o que acreditam estar a fazer com o seu suicídio.

PERTURBAÇÕES MAIS FREQUENTES.
Síndrome de pânico, agorafobia, crises de ansiedade ou depressão… estas são as perturbações mais frequentes resultantes de experiências como traumas, violência infantil, bullying, divórcios, perdas, maus tratos diversos, físicos ou psicológicos. Estes podem ser vividos com uma intensidade tal que se torna praticamente impossível ultrapassar a dor que elas trazem.

Estas emoções que não ultrapassamos, como o medo, a mágoa, a tristeza, ao longo do tempo destroem a qualidade de vida da pessoa, limitando-a na liberdade de ser feliz. Mas, não pense que as pessoas que não conseguem ultrapassar as dificuldades do passado são as mais fracas, e sim as que mais sentiram a dor ou o medo dessas experiências, mas não as conseguiram superar.


Sintomas das perturbações mais frequentes

> Contração/tensão muscular, rigidez
> Palpitações (o coração dispara)
> Tontura, atordoamento, náusea
> Dificuldade de respirar (boca seca)
> Calafrios ou ondas de calor, sudorese
> Sensação de “estar a sonhar” ou distorções de perceção da realidade
> Terror – sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento
> Confusão, pensamento rápido
> Medo de perder o controlo, fazer algo embaraçoso
> Medo alternado com vontade de morrer
> Vertigens ou sensação de debilidade

Fonte: Folha de Portugal

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