Quando o amor MATA

De acordo com um estudo liderado por Cristina Soeiro, da Escola da Polícia Judiciária, dos 43 casos de homicídios de mulheres, cometidos entre 2010 e 2015, na área da Grande Lisboa, 46,4% das vítimas já tinham apresentado queixas por violência doméstica junto das forças de segurança públicas.

No primeiro semestre do ano passado, a PSP e a GNR registaram 13.123 casos de violência doméstica, o equivalente a um aumento de um por cento relativamente ao período homólogo de 2015.

Crime. Para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o Crime de Violência Doméstica deverá abarcar qualquer ação ou omissão de natureza criminal entre pessoas que residam no mesmo espaço doméstico ou, não residindo, sejam ex-cônjuges, ex-companheiros, ex-namorado… e que impute sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos e/ou económicos.

Tipos. A violência doméstica poderá abranger diferentes tipos de abusos: emocionais (comportamento que vise fazer o outro sentir medo ou inútil); sociais (procedimento que tenha como objetivo controlar a vida social do companheiro); físicos (atos de violência física contra o companheiro); sexuais (conduta que force o companheiro a desempenhar atos de cariz sexual contra a sua própria vontade); financeiros (comportamento que vise o controlo do dinheiro do companheiro); perseguição (atos que visem intimidar ou atemorizar o outro).

Sistema Circular. O Ciclo da Violência Doméstica compreende, normalmente, três fases:

1ª Aumento da tensão – as tensões, as injúrias e as ameaças feitas pelo agressor causam na vítima uma sensação de perigo iminente;
2ª Ataque violento – o agressor maltrata física e psicologicamente a vítima;
3ª Lua de mel – o agressor pede desculpa pelas agressões, promete mudar e rodeia a vítima de carinho e atenção.

Alerta. Esteja atento a alguns comportamentos de risco e sinais de alerta que lhe poderão salvar a vida: tem medo constante do feitio ou da reação do seu companheiro; sente que os seus sentimentos são ignorados; é gozado em frente de outras pessoas; é impedido de estar com os seus amigos e familiares; foi forçado a manter relações sexuais contra a sua vontade; tem de dizer tudo o que faz e pedir autorização para sair; foi acusado de ter um amante…
Fonte: APAV, Lusa e JN

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

EM PORTUGAL

61,1%   dos casos de homicídio de mulheres, ocorridos entre 2010 e 2015, apresentavam um historial de violência

5.461  queixas foram recebidas pela GNR no 1º semestre de 2016

7.662  queixas foram apresentadas na PSP nos primeiros 6 meses de 2016

5.226 mulheres foram apoiadas pela APAV em 2016

Em 59% do total de casos que chegaram à APAV o agressor era o atual ou ex-cônjuge/companheiro/namorado

Fonte: Lusa, JN,Público e Sapo 24

50% das vítimas mortais já tinham apresentado anteriormente queixa por violência doméstica contra o marido, companheiro ou namorado

Fonte: Folha de Portugal

 

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