Um em cada quatro portugueses sofre de ansiedade

1-1Num estudo efetuado pela DECO descobriu-se que um em cada quatro inquiridos vive em estado de ansiedade, sobretudo por causa dos efeitos da crise. 54 por cento confessou que um dos seus maiores medos é o de não conseguir suprir as necessidades básicas da família.

“As consequências negativas da crise financeira não são apenas materiais, mas também psicológicas e, muitas vezes, difíceis de combater”, menciona o estudo publicado na edição de novembro da revista Proteste, da associação para a Defesa do Consumidor (DECO).

As consequências dos problemas financeiros podem revelar-se em três sintomas comuns: ansiedade, irritabilidade e dificuldade em dormir.

Ainda de acordo com o mesmo inquérito, cerca de metade dos portugueses vive em estado de ansiedade e o uso de calmantes tem-se tornado mais comum. No último ano foram utilizados por 33 por cento dos inquiridos, tendo maior expressão nas famílias com menos posses. Em casos mais graves, um em cada 10 portugueses chegou a ponderar o suicídio como a única saída para os seus problemas.

Um dos países mais ansiosos

Com base em estudos recentes, pôde-se concluir que a ansiedade é a doença mental predominante na população portuguesa, atingindo 16,5 por cento, número que coloca Portugal entre os países mais ansiosos da Europa.

Para a psicóloga e presidente da Associação Encontrar+se é muito importante apostar no tratamento precoce e na procura de ajuda profissional sempre que a ansiedade se apresente de forma prolongada e interfira de forma grave nas rotinas pessoais. O tipo e o tempo de tratamento variarão de caso para caso, mas, geralmente, as perturbações de ansiedade são tratadas com uma combinação de terapia, medicamentos e outros tratamentos psicológicos complementares ou alternativos.

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