Voltar… no momento certo!

voltar-momento-certoExistirá um dia específico para nos arrependermos de algo?

Diz-se com frequência que a vida é feita de arrependimentos… com certeza que em maior ou menor escala já todos fizemos (ou deixámos de fazer) alguma coisa de que nos arrependemos, mas o pior é quando aquilo de que nos arrependemos é algo que é capaz de alterar por completo a nossa vida.

Ele tinha um pai rico, vivia confortavelmente, com todas as mordomias a que tinha direito… mas isso não lhe era suficiente, pois, pensava ele, precisava de mais, já que se sentia insatisfeito. Por breves palavras, esta foi a história do Filho Pródigo, que trocou o certo pelo incerto; o amor do pai pelo interesse de terceiros; o bem-estar e a riqueza pela escassez e a miséria…

Infelizmente, o mesmo continua a acontecer nos dias de hoje, quando os filhos de Deus se afastam do Mesmo, da Sua Casa, motivados por uma inquietação interior que os impele a ir em busca de algo que julgam ser superior ao que já possuem.

Domingo, dia 14, foi a data reservada para a receção dos filhos afastados, os pródigos que, neste mesmo dia, estariam de regresso à Casa do Pai, à Sua Presença. Todos os que voltaram foram recebidos com uma enorme satisfação e alegria e com a convição de que um novo começo se avizinhava.

voltar-momento-certo-Na mensagem transmitida aos presentes, o bispo Carlos Rocha mencionou a passagem presente em Lucas 7, a partir do versículo 36, que relata o perdão e aceitação concedidos pelo Senhor Jesus a uma mulher pecadora. Todavia, nesta mesma passagem, existem os dois lados de uma mesma moeda, pois o fariseu, por quem Jesus havia sido convidado para jantar tinha outros planos, pois ele, na verdade, não acreditava n’Ele, apenas queria testá-Lo, como tantos o fazem hoje em dia.

“Convidou-O um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa.
E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que Ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com um unguento; e estando por detrás, aos Seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-Lhe os pés e os ungia com o unguento.
Ao ver isto, o fariseu que O convidara disse consigo mesmo: se Este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que Lhe tocou, porque é pecadora”

(Lucas 7. 36-39)

“Existe uma diferença entre aquele que se dá e é aceite por Deus, e aquele que não se dá para se autodefender. O fariseu não ofereceu água a Jesus, nem O ungiu com óleo, porque queria defender-se, para que, quando soubessem que O tinha recebido em sua casa, pudesse dizer que o fez para testá-Lo. Esta é a atitude de muitos que vêm ao CdA, para não serem questionados, arranjam motivos para se defenderem, aumentando, assim, o risco de abandonarem a Fé”, explicou o bispo a todos os presentes.

Mas, também existem aqueles que, como esta mulher, se arrependem, reconhecem os seus erros, querem mudar e regressam à presença de Deus, revelando que Ele é O mais importante nas suas vidas!

A palestra terminou com o orador a convidar todos a fazerem uma reflexão sobre o motivo que os fez voltar à Casa do Pai, sobre o seu objetivo com Deus, já que será este que os manterá, ou não, firmes até ao fim.

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